BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
 

powered by b2evolution free blog software

Fevereiro 2010
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
 << <   > >>
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28

o tempo todo.

o tempo todo.
Sou um ser humano intermitente aqui nesse blog. Mas não só aqui. Eu sumo da vida dos outros e sinto como se sumisse da minha própria. O relógio do computador marca 02h02 (alguém pensa em mim), e estou fazendo algo inviável. Ficar acordada de madrugada é um luxo que consegui tornar costumeiro depois que virei responsável pelos meus atos (haha), mas, desde que comecei a trabalhar sistematicamente, virei quase a minha avó no horário de dormir. Não é conservadorismo, mas cansaço apenas. Fins-de-semana são abstração. Se você trabalha todos os dias, não faz snetido diferenciar o que é começo e o que é fim daquele ciclo de sete dias. O calendário vira um ciclo em si, no âmago do conceito: algo sem fim. No primeiro dia de trabalho, começaram a perguntar sobre os hobbies dos meus colegas. Quando me perguntaram “o que você faz no seu tempo livre?", respondi “eu durmo". Tempo livre é algo tão impossível no meu contexto social, todo o tempo livre será preenchido por estudos, trabalhos, diversão. É algo totalmente inviável. Tempo livre é tempo de descanso, não?
Nunca sei se volto, ou quando volto aqui.

Link permanente 04.10.09 02:11:22 , by Babi Email , 312 visualizações, Barbaridades, Deixe seu comentário »Envie um trackback »

ouriçada

Fui à casa do meu namorado hoje. Ele teve que sair para cortar o cabelo e eu fiquei lá, com a avó dele.
Na minha viagem à África do Sul, comprei alguns tecidos para costurar no Brasil. Comecei a fazer uma bolsa, a mão, mas que não resistiria aos pesos do dia-a-dia. Pedi então que a avó dele passasse a protobolsa na máquina de costura e ela foi com toda a boa vontade das avós (tenho a teoria de que ser avó é o estágio máximo que uma mãe pode chegar; é tão raro encontrar avós-negação).
Em seguida, ela foi fazer um bolo. Fiquei ao lado, dando alguma assistência aparente, embora eu saiba que ela só me pedia para encher a xícara com açúcar para eu não me sentir inútil. Comecei a observar a calma e a confiança que ela tinha naquela receita. E lembrei-me de toda e qualquer tentativa culinária minha. O desespero em quebrar ovos, pegar isso, aquilo, aaah, pré-aquece o forno, fermento, CADÊ O FERMENTO?!, pega o açúcar, OK, SEM FERMENTO TUDO TERÁ SIDO EM VÃO, põe o leite, ACHEI!.
Veio-me à mente algum documentário sobre animais, cuja dublagem desanima qualquer humano. Um sobre porco-espinhos e seus acasalamentos de risco. Dados estatísticos de mortes entre os ouriços mais jovens. Na hora do acasalamento, a fêmea se assusta, se arma, fura o macho. As mais velhas, acostumadas, não têm esse comportamento de viúva-negra (vide outro documentário sobre animais).
Quero envelhecer alguns anos quando entrar na cozinha para tentar alguma nova receita, quero a calma de porcos-espinhos maduros para parar de colocar em risco a vida (intestinal, sobretudo) dos que comem o que cozinho.

Link permanente 07.02.09 00:55:02 , by Babi Email , 1080 visualizações, Barbaridades, 2 comentários »Envie um trackback »

É mais uma noite chata, ocupada e que traz uma imensa vontade de reclamar.
Faz tempo que estou para voltar a postar, ou pelo menos dizer que tô por aí, pensando e tentando viver.

É uma noite típica, em que vem uma solidão e um vazio existencial que parecem sem precedentes (mas que sempre já foram precedidos por vários outros). É que tem um livro pronto para me fazer companhia, suas trezentas e setenta e cinco páginas (não estou sendo hiperbólica) me esperando.
Dá vontade de contar tudo aqui, para que alguém leia e por micromilésimos de segundo reflita sobre a minha condição. Mas isso não bastaria. Eu queria mudá-la, apenas, mas não sei como. É isso que é ruim. É a insolubilidade da vida, a dificuldade de equacioná-la. Ser adulto fede, vocês deveriam saber.
Eu tô com preguicinha até de xingar e usar palavras chulas para explicar que a vida está uma bosta. Pronto. Se não tivesse uma menção escatológica, o post não teria razão pra existir.

Link permanente 21.11.08 22:56:19 , by Babi Email , 285 visualizações, Barbaridades, Deixe seu comentário »Envie um trackback »

mim para mim

Saía do MAM, Museu de Arte Moderna, quando me deparei com uma estrutura de madeira, sendo organizada por um senhor, de olhos saltados, alto, cabelos curtos. Acho estranho o fato de o Museu de Arte Moderna abrigar, na realidade, exposições de arte contemporânea. Inclusive aquelas que não muito me agradam por pura ignorância de minha parte.
Aproximei-me do homem e perguntei-lhe:
- Me explica?
- Explico.
Silêncio.
- O quê?
- Isso. - e apontei pra cabana em que estávamos.
Ele disse tratar-se de uma atividade para as crianças que vão visitar o museu. Sentam-se ali e desenvolvem algo, pinturas, parece.
- Tá certo, senhorita?
- Sim, obrigada. - e saí andando.
Poucos segundos passaram-se quando voltou o diálogo à minha cabeça. Parei, no entanto, na primeira fala. “Me explica?". A ambigüidade. O erro gramatical; aquele negócio de próclise e ênclise. A vontade de que ele explicasse a Bárbara. Por inteiro.

Link permanente 02.09.08 19:56:52 , by Babi Email , 298 visualizações, Barbaridades, 1 comentário »Envie um trackback »

o órfão que esperou pra nascer

[Foi Clarice quem me fez pensar em postar isso; vide “A galinha", em Laços de Família]

Estava na universidade em um dia de férias, mostrando-a a minha amiga, provando-me empiricamente que os prédios da minha faculdade são os mais feios, sujos. Meu namorado foi encontrar-nos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo para irmos ao ponto de ônibus, quando parei. Vi no chão um ovo. Caído. Olhei pra cima, procurei um ninho. O ovo estava praticamente intacto, pude constatar apenas visualmente. Colocar a mão nele poderia ser a morte de um possível ser que se encontrasse ali dentro. Veio-me a dúvida; quis saber se algo dali sairia. Se a vida venceria a queda. E tive medo de que, nascendo, fosse rejeitado pela sua espécie, esse ovo desagregado pelos infortúnios da vida. Quis saber pelo que torcer, o que desejar. Não soube. Não sei.

Nascer, ver o mundo ao seu redor e morrer por incapacidade de vencer? Não nascer, poupar-se do sofrimento, mas jamais ter contato com uma realidade diferente?

Link permanente 06.08.08 11:00:54 , by Babi Email , 166 visualizações, Barbaridades, Deixe seu comentário »Envie um trackback »

1 2 3 >>