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		<ttl>60</ttl>
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			<title>Um terrorista aterrorizante</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/05/31/um-terrorista-aterrorizante?blog=5</link>
			<pubDate>Sun, 31 May 2009 14:03:56 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">Causos de Fam&#237;lia - Reflex&#245;es Pessoais</category>			<guid isPermaLink="false">365@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Sim, dois posts no mesmo dia.&lt;br /&gt;
Como n&amp;#227;o sei quando voltarei a escrever em virtude das atividades acad&amp;#234;micas - como dizia Petenussi, no mestrado t&amp;#234;m-se duas alegrias: quando se entra e quando se sai - aproveito para registrar aqui um alerta do que seria a verdadeira amea&amp;#231;a para a campanha anti-terror iniciada por George Bush e conduzida diplomaticamente por Barack Obama.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Compartilho convosco este depoimento do principal militante do ex&amp;#233;rcito de Bin Laden. Achmed, o terrorista morto (vivo em nossos cora&amp;#231;&amp;#245;es). &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tremam sobrinhos do Tio Sam.&lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;videoblock&quot;&gt;&lt;object data=&quot;http://www.youtube.com/v/9dsClG9fPs0&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;350&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/9dsClG9fPs0&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/05/31/um-terrorista-aterrorizante?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, dois posts no mesmo dia.<br />
Como n&#227;o sei quando voltarei a escrever em virtude das atividades acad&#234;micas - como dizia Petenussi, no mestrado t&#234;m-se duas alegrias: quando se entra e quando se sai - aproveito para registrar aqui um alerta do que seria a verdadeira amea&#231;a para a campanha anti-terror iniciada por George Bush e conduzida diplomaticamente por Barack Obama.</p>

<p>Compartilho convosco este depoimento do principal militante do ex&#233;rcito de Bin Laden. Achmed, o terrorista morto (vivo em nossos cora&#231;&#245;es). </p>

<p>Tremam sobrinhos do Tio Sam.</p>

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								<comments>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/05/31/um-terrorista-aterrorizante?blog=5#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>O Retrato de Dorian Gray</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/05/31/o-retrato-de-dorian-gray?blog=5</link>
			<pubDate>Sun, 31 May 2009 13:56:31 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">P&#233;rolas do Conhecimento Humano</category>			<guid isPermaLink="false">364@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;&amp;#201; claro que com a chegada das provas, assunto &amp;#233; o que n&amp;#227;o falta para ilustrar esta singela p&amp;#225;gina. Como sempre, centelhas de genialidade inundam a mente de algu&amp;#233;m que, sem ter a menor no&amp;#231;&amp;#227;o do que escrever em uma avalia&amp;#231;&amp;#227;o - uma vez que n&amp;#227;o sabe sequer do que se trata ou leu apenas um resumo &lt;em&gt;sugismundo&lt;/em&gt; na internet - cria, recria e complica aquilo que deveria ser no m&amp;#237;nimo f&amp;#225;cil. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entre meus diletos pupilos alguns costumam, ao encerrar a atividade, olhar fixamente em meus olhos e largar &amp;#8220;Fui objetivo. Consegui dizer tudo em poucas linhas. Acho que fui muito bem&quot;. Tudo isto em um misto de estupidez e genialidade. Como quem diz: &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Sou um g&amp;#234;nio sint&amp;#233;tico. N&amp;#227;o preciso escrever mais do que dez linhas para exprimir toda a minha genialidade. Se voc&amp;#234; n&amp;#227;o entendeu, problema seu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este foi o caso de um coleguinha nesta semana ingl&amp;#243;ria.&lt;br /&gt;
A atividade era sobre a obra de Oscar Wilde intitulada &amp;#8220;O Retrato de Dorian Gray&quot;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um dos pequenos gafanhotos largou em seu texto (considere-se que abaixo reproduzo cerca de 50% da prova do sujeito, o que sei, ser&amp;#225; para muitos no m&amp;#237;nimo enfadonho dedicar-se &amp;#224; leitura de t&amp;#227;o complexas linhas, plenas de brilhantismo e de desenvolvimento t&amp;#227;o complexo que s&amp;#243; poder&amp;#225; ser acompanhado por alguns poucos):&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8220;O Retrato de Dorian Gray fala sobre uma pintura em um quadro que &amp;#233; um retrato de Dorian Gray. Todos acham que quem envelhece &amp;#233; Dorian Gray mas, na realidade, &amp;#233; o retrato de Dorian Gray&quot;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Claro, jamais chegaria a esta conclus&amp;#227;o sozinho. Morin estava certo, temos que estar abertos ao novo e aprendermos com nossos alunos. Neste caso, um verdadeiro po&amp;#231;o de sabedoria. Praticamente um Rui Barbosa.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/05/31/o-retrato-de-dorian-gray?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#201; claro que com a chegada das provas, assunto &#233; o que n&#227;o falta para ilustrar esta singela p&#225;gina. Como sempre, centelhas de genialidade inundam a mente de algu&#233;m que, sem ter a menor no&#231;&#227;o do que escrever em uma avalia&#231;&#227;o - uma vez que n&#227;o sabe sequer do que se trata ou leu apenas um resumo <em>sugismundo</em> na internet - cria, recria e complica aquilo que deveria ser no m&#237;nimo f&#225;cil. </p>

<p>Entre meus diletos pupilos alguns costumam, ao encerrar a atividade, olhar fixamente em meus olhos e largar &#8220;Fui objetivo. Consegui dizer tudo em poucas linhas. Acho que fui muito bem". Tudo isto em um misto de estupidez e genialidade. Como quem diz: </p>

<p>- Sou um g&#234;nio sint&#233;tico. N&#227;o preciso escrever mais do que dez linhas para exprimir toda a minha genialidade. Se voc&#234; n&#227;o entendeu, problema seu.</p>

<p>Este foi o caso de um coleguinha nesta semana ingl&#243;ria.<br />
A atividade era sobre a obra de Oscar Wilde intitulada &#8220;O Retrato de Dorian Gray".</p>

<p>Um dos pequenos gafanhotos largou em seu texto (considere-se que abaixo reproduzo cerca de 50% da prova do sujeito, o que sei, ser&#225; para muitos no m&#237;nimo enfadonho dedicar-se &#224; leitura de t&#227;o complexas linhas, plenas de brilhantismo e de desenvolvimento t&#227;o complexo que s&#243; poder&#225; ser acompanhado por alguns poucos):</p>

<p>&#8220;O Retrato de Dorian Gray fala sobre uma pintura em um quadro que &#233; um retrato de Dorian Gray. Todos acham que quem envelhece &#233; Dorian Gray mas, na realidade, &#233; o retrato de Dorian Gray".</p>

<p>Claro, jamais chegaria a esta conclus&#227;o sozinho. Morin estava certo, temos que estar abertos ao novo e aprendermos com nossos alunos. Neste caso, um verdadeiro po&#231;o de sabedoria. Praticamente um Rui Barbosa.</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/05/31/o-retrato-de-dorian-gray?blog=5">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/05/31/o-retrato-de-dorian-gray?blog=5#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Entre a vida e a Matem&#225;tica.</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/04/01/entre-a-vida-e-a-matematica?blog=5</link>
			<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 12:29:09 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">Cr&#237;ticas Mundanas e Situa&#231;&#245;es Inusitadas</category>			<guid isPermaLink="false">238@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Sim atenienses,estou de volta.&lt;br /&gt;
Ainda n&amp;#227;o fui abduzido; ao menos &amp;#233; o que parece.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muitas coisas est&amp;#227;o acontecendo ao mesmo tempo, e algumas at&amp;#233; dignas de verdadeiras sagas que contarei com o tempo. Mas esta &amp;#233; outra daquelas est&amp;#243;rias bonitinhas.&lt;br /&gt;
Depois que comecei a escrever o &amp;#8220;Di&amp;#225;rio Indi&amp;#225;rio&amp;#8221;, muitos de meus alunos t&amp;#234;m proferido verdadeiras p&amp;#233;rolas propositais no intuito de divertir minha vida e aparecerem nesta coluna com suas est&amp;#243;rias. O interessante &amp;#233; que proferem a besteira e depois olham para minha cara e falam:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- &amp;#212; professor, essa pode ir pro site n&amp;#233;..?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Atendendo a milhares de pedidos de um insistente, esta vai. Mas n&amp;#227;o vai sozinha.&lt;br /&gt;
Como alguns podem saber, al&amp;#233;m de todas as atividades que j&amp;#225; possuo, este ano estou experimentando &amp;#8211; e &amp;#233; uma experi&amp;#234;ncia mesmo &amp;#8211; um trabalho com o EJA (Ensino de Jovens e Adultos), onde tenho alunos mais maduros, que insistem em me chamar de Sr. e que, apesar da insist&amp;#234;ncia, pelo visto, continuar&amp;#227;o com esta p&amp;#233;ssima mania que causa neste pobre professor algumas contor&amp;#231;&amp;#245;es diante imanente percep&amp;#231;&amp;#227;o da passagem do tempo.&lt;br /&gt;
 Por&amp;#233;m, o &amp;#8220;causo&amp;#8221; &amp;#233; o seguinte:&lt;br /&gt;
Em uma destas turmas do EJA, um senhor (tanto pela idade quanto pela dignidade) em uma conversa informal proferiu aquele cl&amp;#225;ssico trava-l&amp;#237;nguas da l&amp;#237;ngua portuguesa que &amp;#233; a palavra &amp;#8220;problema&amp;#8221; de maneira curiosa. Para n&amp;#227;o dizer equivocada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- &amp;#8230;. &amp;#233; professor&amp;#8230;   &amp;#233; muita dificuldade&amp;#8230;  muitos &amp;#8220;pobremas&amp;#8221;&amp;#8230;  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No exerc&amp;#237;cio da fun&amp;#231;&amp;#227;o, j&amp;#225; rezando para n&amp;#227;o acontecer comigo o mesmo que naquele caso de &amp;#8220;O jardineiro &amp;#233; Jesus&amp;#8221; (veja o v&amp;#237;deo), senti-me na obriga&amp;#231;&amp;#227;o de corrigir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- O correto &amp;#233; problema meu caro&amp;#8230;.  PRO &amp;#8211; BLE &amp;#8211; MA&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Diante da corre&amp;#231;&amp;#227;o, o distinto senhor reage de maneira inesperada&amp;#8230;  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- &amp;#8230;  &amp;#8220;&amp;#233; n&amp;#227;o&amp;#8221; professor&amp;#8230;  nesse caso &amp;#233; POBREMA mesmo&amp;#8230; &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Curioso, indaguei:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- e qual &amp;#233; a diferen&amp;#231;a entre POBREMA e PROBLEMA?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- ahhhh&amp;#8230;  professor, o senhor n&amp;#227;o sabe? (Novamente aquele j&amp;#225; tradicional semblante iluminado de &amp;#8220;o professor n&amp;#227;o saaabbeeeeeee&amp;#8230;. ).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- PROBLEMA, s&amp;#227;o aqueles da matem&amp;#225;tica. POBREMA S&amp;#195;O OS QUE N&amp;#211;IS V&amp;#201;VE.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Realmente, esclarecedor.&lt;br /&gt;
Precisamos reescrever o Aur&amp;#233;lio. Ou Aul&amp;#233;rio? Claro&amp;#8230;.  AUR&amp;#201;LIO &amp;#201; O DICION&amp;#193;RIO, O ISCRIT&amp;#212; &amp;#201; AUL&amp;#201;RIO.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;P.S. - Tem uma outra bonitinha&amp;#8230;  mas vou manter o aluno no suspense e contrariamente ao prometido no in&amp;#237;cio deste texto, vai s&amp;#243; a acompanhante. A principal eu conto mais tarde.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/04/01/entre-a-vida-e-a-matematica?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim atenienses,estou de volta.<br />
Ainda n&#227;o fui abduzido; ao menos &#233; o que parece.</p>

<p>Muitas coisas est&#227;o acontecendo ao mesmo tempo, e algumas at&#233; dignas de verdadeiras sagas que contarei com o tempo. Mas esta &#233; outra daquelas est&#243;rias bonitinhas.<br />
Depois que comecei a escrever o &#8220;Di&#225;rio Indi&#225;rio&#8221;, muitos de meus alunos t&#234;m proferido verdadeiras p&#233;rolas propositais no intuito de divertir minha vida e aparecerem nesta coluna com suas est&#243;rias. O interessante &#233; que proferem a besteira e depois olham para minha cara e falam:</p>

<p>- &#212; professor, essa pode ir pro site n&#233;..?</p>

<p>Atendendo a milhares de pedidos de um insistente, esta vai. Mas n&#227;o vai sozinha.<br />
Como alguns podem saber, al&#233;m de todas as atividades que j&#225; possuo, este ano estou experimentando &#8211; e &#233; uma experi&#234;ncia mesmo &#8211; um trabalho com o EJA (Ensino de Jovens e Adultos), onde tenho alunos mais maduros, que insistem em me chamar de Sr. e que, apesar da insist&#234;ncia, pelo visto, continuar&#227;o com esta p&#233;ssima mania que causa neste pobre professor algumas contor&#231;&#245;es diante imanente percep&#231;&#227;o da passagem do tempo.<br />
 Por&#233;m, o &#8220;causo&#8221; &#233; o seguinte:<br />
Em uma destas turmas do EJA, um senhor (tanto pela idade quanto pela dignidade) em uma conversa informal proferiu aquele cl&#225;ssico trava-l&#237;nguas da l&#237;ngua portuguesa que &#233; a palavra &#8220;problema&#8221; de maneira curiosa. Para n&#227;o dizer equivocada.</p>

<p>- &#8230;. &#233; professor&#8230;   &#233; muita dificuldade&#8230;  muitos &#8220;pobremas&#8221;&#8230;  </p>

<p>No exerc&#237;cio da fun&#231;&#227;o, j&#225; rezando para n&#227;o acontecer comigo o mesmo que naquele caso de &#8220;O jardineiro &#233; Jesus&#8221; (veja o v&#237;deo), senti-me na obriga&#231;&#227;o de corrigir.</p>

<p>- O correto &#233; problema meu caro&#8230;.  PRO &#8211; BLE &#8211; MA</p>

<p>Diante da corre&#231;&#227;o, o distinto senhor reage de maneira inesperada&#8230;  </p>

<p>- &#8230;  &#8220;&#233; n&#227;o&#8221; professor&#8230;  nesse caso &#233; POBREMA mesmo&#8230; </p>

<p>Curioso, indaguei:</p>

<p>- e qual &#233; a diferen&#231;a entre POBREMA e PROBLEMA?</p>

<p>- ahhhh&#8230;  professor, o senhor n&#227;o sabe? (Novamente aquele j&#225; tradicional semblante iluminado de &#8220;o professor n&#227;o saaabbeeeeeee&#8230;. ).</p>

<p>- PROBLEMA, s&#227;o aqueles da matem&#225;tica. POBREMA S&#195;O OS QUE N&#211;IS V&#201;VE.</p>

<p>Realmente, esclarecedor.<br />
Precisamos reescrever o Aur&#233;lio. Ou Aul&#233;rio? Claro&#8230;.  AUR&#201;LIO &#201; O DICION&#193;RIO, O ISCRIT&#212; &#201; AUL&#201;RIO.</p>


<p>P.S. - Tem uma outra bonitinha&#8230;  mas vou manter o aluno no suspense e contrariamente ao prometido no in&#237;cio deste texto, vai s&#243; a acompanhante. A principal eu conto mais tarde.</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/04/01/entre-a-vida-e-a-matematica?blog=5">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Semi&#243;tica: Banheiros e Elevadores</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/03/07/semiotica-banheiros-e-elevadores?blog=5</link>
			<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 12:48:06 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">Cr&#237;ticas Mundanas e Situa&#231;&#245;es Inusitadas</category>			<guid isPermaLink="false">225@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Certamente uma das ci&amp;#234;ncias da linguagem mais fascinantes e a semi&amp;#243;tica. Nunca entendi muito bem porque me apaixonava por estas an&amp;#225;lises que, em um primeiro momento, podem dar a entender ao interlocutor desavisado que estamos falando de um sujeito que observa o mundo com um olho s&amp;#243; (entenderam o trocadilho? Semi &amp;#8211; &amp;#243;tica? &amp;#227; ? &amp;#227;?  &amp;#227;?) mas, para aqueles que prestam aten&amp;#231;&amp;#227;o pouquinha coisa, fica claro que a semi&amp;#243;tica &amp;#233; uma vis&amp;#227;o muito mais ampla que a metade e  determina o entendimento e o envolvimento do todo na  leitura da linguagem figurativa e simb&amp;#243;lica do mundo ao entorno de todo e qualquer vivente.&lt;br /&gt;
	Sim senhores, vivemos repletos e plenos de signos (e n&amp;#227;o estou falando do zod&amp;#237;aco) semi&amp;#243;ticos e interpretamos constantemente tudo o que est&amp;#225; a nossa volta. Pelo menos desta maneira pensavam Peirce e Saussure (n&amp;#227;o sabe quem s&amp;#227;o? Vai pesquisar) e, ultimamente, diria tamb&amp;#233;m o grande Umberto Eco. &lt;br /&gt;
	Por&amp;#233;m, a tempos venho denunciando indiretamente neste espa&amp;#231;o para minhas parcas reflex&amp;#245;es, que a estupidez est&amp;#225; tomando conta do mundo ocidental &amp;#8211; e em tempos globalizados, porque n&amp;#227;o do oriental tamb&amp;#233;m &amp;#8211; e desta forma, nossa capacidade de interpretar ou ultrapassa os limites do racional e aceit&amp;#225;vel, ou n&amp;#227;o chega nem perto.&lt;br /&gt;
	Mostra disto, &amp;#233; que ultimamente estamos recebendo esclarecimentos formais, a titulo de informa&amp;#231;&amp;#227;o e forma&amp;#231;&amp;#227;o em todos os aspectos  cruciais da nossa vida. Explico: Em um passado n&amp;#227;o t&amp;#227;o distante, quando est&amp;#225;vamos em qualquer estabelecimento p&amp;#250;blico ou privado, comercial ou at&amp;#233; mesmo comunit&amp;#225;rio, e sent&amp;#237;amos aquela vontadezinha indefect&amp;#237;vel de levar a jib&amp;#243;ia para beber &amp;#225;gua &amp;#8211; ou desinfetar os mexilh&amp;#245;es, respeitadas as devidas varia&amp;#231;&amp;#245;es de g&amp;#234;nero &amp;#8211; procur&amp;#225;vamos por uma porta onde, n&amp;#227;o obrigatoriamente, constassem as consoantes W.C., devidamente acompanhados dos s&amp;#237;mbolos de Hares e Afrodite (representa&amp;#231;&amp;#245;es gregas do masculino e do feminino), e devidamente localizado o recinto, era s&amp;#243; executar a obra  (como se diz l&amp;#225; no Cear&amp;#225;) sem maiores transtornos. N&amp;#227;o era necess&amp;#225;rio escrever na porta HOMEM ou MULHER, ou desenhar um homenzinho e uma mulherzinha estilizados. O mero conhecimento simb&amp;#243;lico da cultura greco-romana era suficiente para que o sujeito, ou sujeita, n&amp;#227;o passasse pela vexat&amp;#243;ria experi&amp;#234;ncia de encontrar outro ser em posi&amp;#231;&amp;#227;o de defesa durante sua reflex&amp;#227;o acerca dos princ&amp;#237;pios b&amp;#225;sicos da fisiologia humana. Talvez os senhores se perguntem: Ora, mas o que isto tem a ver com a linguagem? Como Madamme, isto n&amp;#227;o lhe parece uma forma expressiva de linguagem? Ultimamente, para n&amp;#227;o dizermos que estamos vulgarizando nossas necessidades naturais, h&amp;#225; uma placa em letras garrafais, obviamente com a pretens&amp;#227;o de favorecer os que sofrem de miopia, onde escreve-se em mau franc&amp;#234;s TOALETE (&lt;em&gt;Moli&amp;#233;re&lt;/em&gt; escreveria &lt;em&gt;toilette&lt;/em&gt; &amp;#8211; e, c&amp;#225; para n&amp;#243;s, poucos em nossos dias apreciam como eu, &lt;del&gt;a&lt;/del&gt; l&amp;#237;ngua de &lt;em&gt;Moli&amp;#233;re&lt;/em&gt;), quando n&amp;#227;o aparece literalmente um cartaz escrito BANHEIRO; acompanhado de outra que diz MASCULINO ou FEMININO, ou com desenhos (para n&amp;#227;o se desprezar totalmente a arte da linguagem simb&amp;#243;lica) gritantes e cheios de sinais confusos que fazem aqueles que n&amp;#227;o tem ainda uma op&amp;#231;&amp;#227;o sexual bem definida voltarem para a mesa com cara de &amp;#8220;estava t&amp;#227;o cheio&amp;#8230;&amp;#8221; al&amp;#233;m da bixiga cheia e do ar reticente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;	E digo isto porque a necessidade de esclarecimentos dos procedimentos em nossos dias tem atingido o absurdo n&amp;#237;vel de ser necess&amp;#225;rio escrever e identificar as portas e seus m&amp;#233;todos de funcionamento. Normalmente h&amp;#225; um lembrete adesivo escrito PORTA, seguido por um adesivo que, se por um lado esclarece &amp;#8220;PUXE&amp;#8221;, por outro determina &amp;#8220;EMPURRE&amp;#8221;.  Ou seja, nossa ignor&amp;#226;ncia atingiu o &amp;#225;pice de, caso todos estes esclarecimentos n&amp;#227;o sejam fornecidos, encontrarmos algu&amp;#233;m que tente empurrar por horas a fio uma porta que deve ser puxada, insistindo neste processo de proced&amp;#234;ncia emp&amp;#237;rica at&amp;#233; que, outro com maior experi&amp;#234;ncia ou esclarecimento apare&amp;#231;a e execute a opera&amp;#231;&amp;#227;o contr&amp;#225;ria deixando o primeiro com o estupefacto ar de  &amp;#8220;Ahhhhhhh&amp;#8230;&amp;#8221;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;	Mas, o que me motiva a escrever esta ligeira reflex&amp;#227;o foi um inusitado fato ocorrido nos &amp;#250;ltimos dias no sagu&amp;#227;o de uma grande e renomada universidade deste nosso pa&amp;#237;s varonil onde, &amp;#224; entrada do elevador encontrava-se o seguinte:&lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;image_block&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diarioindiario.com/diario/media/blogs/di//elevador.jpg&quot; alt=&quot;&quot; title=&quot;&quot; width=&quot;312&quot; height=&quot;234&quot; /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;	&amp;#201; claro que ningu&amp;#233;m seria capaz de deduzir ou compreender imediatamente quais bot&amp;#245;es utilizar para cada dire&amp;#231;&amp;#227;o. Ou ainda, seria extremamente complexo entender por uma linguagem simples que o bot&amp;#227;o ali presente deveria ser necessariamente acionado para que o mesmo pudesse ser utilizado. Isto justifica o fato de que a mesma universidade aconselha ainda os usu&amp;#225;rios a utilizarem as escadas; elemento da engenhairia arcaico, ultrapassado, desprovido de tecnologia mas, para os incautos, muito eficiente.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/03/07/semiotica-banheiros-e-elevadores?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente uma das ci&#234;ncias da linguagem mais fascinantes e a semi&#243;tica. Nunca entendi muito bem porque me apaixonava por estas an&#225;lises que, em um primeiro momento, podem dar a entender ao interlocutor desavisado que estamos falando de um sujeito que observa o mundo com um olho s&#243; (entenderam o trocadilho? Semi &#8211; &#243;tica? &#227; ? &#227;?  &#227;?) mas, para aqueles que prestam aten&#231;&#227;o pouquinha coisa, fica claro que a semi&#243;tica &#233; uma vis&#227;o muito mais ampla que a metade e  determina o entendimento e o envolvimento do todo na  leitura da linguagem figurativa e simb&#243;lica do mundo ao entorno de todo e qualquer vivente.<br />
	Sim senhores, vivemos repletos e plenos de signos (e n&#227;o estou falando do zod&#237;aco) semi&#243;ticos e interpretamos constantemente tudo o que est&#225; a nossa volta. Pelo menos desta maneira pensavam Peirce e Saussure (n&#227;o sabe quem s&#227;o? Vai pesquisar) e, ultimamente, diria tamb&#233;m o grande Umberto Eco. <br />
	Por&#233;m, a tempos venho denunciando indiretamente neste espa&#231;o para minhas parcas reflex&#245;es, que a estupidez est&#225; tomando conta do mundo ocidental &#8211; e em tempos globalizados, porque n&#227;o do oriental tamb&#233;m &#8211; e desta forma, nossa capacidade de interpretar ou ultrapassa os limites do racional e aceit&#225;vel, ou n&#227;o chega nem perto.<br />
	Mostra disto, &#233; que ultimamente estamos recebendo esclarecimentos formais, a titulo de informa&#231;&#227;o e forma&#231;&#227;o em todos os aspectos  cruciais da nossa vida. Explico: Em um passado n&#227;o t&#227;o distante, quando est&#225;vamos em qualquer estabelecimento p&#250;blico ou privado, comercial ou at&#233; mesmo comunit&#225;rio, e sent&#237;amos aquela vontadezinha indefect&#237;vel de levar a jib&#243;ia para beber &#225;gua &#8211; ou desinfetar os mexilh&#245;es, respeitadas as devidas varia&#231;&#245;es de g&#234;nero &#8211; procur&#225;vamos por uma porta onde, n&#227;o obrigatoriamente, constassem as consoantes W.C., devidamente acompanhados dos s&#237;mbolos de Hares e Afrodite (representa&#231;&#245;es gregas do masculino e do feminino), e devidamente localizado o recinto, era s&#243; executar a obra  (como se diz l&#225; no Cear&#225;) sem maiores transtornos. N&#227;o era necess&#225;rio escrever na porta HOMEM ou MULHER, ou desenhar um homenzinho e uma mulherzinha estilizados. O mero conhecimento simb&#243;lico da cultura greco-romana era suficiente para que o sujeito, ou sujeita, n&#227;o passasse pela vexat&#243;ria experi&#234;ncia de encontrar outro ser em posi&#231;&#227;o de defesa durante sua reflex&#227;o acerca dos princ&#237;pios b&#225;sicos da fisiologia humana. Talvez os senhores se perguntem: Ora, mas o que isto tem a ver com a linguagem? Como Madamme, isto n&#227;o lhe parece uma forma expressiva de linguagem? Ultimamente, para n&#227;o dizermos que estamos vulgarizando nossas necessidades naturais, h&#225; uma placa em letras garrafais, obviamente com a pretens&#227;o de favorecer os que sofrem de miopia, onde escreve-se em mau franc&#234;s TOALETE (<em>Moli&#233;re</em> escreveria <em>toilette</em> &#8211; e, c&#225; para n&#243;s, poucos em nossos dias apreciam como eu, <del>a</del> l&#237;ngua de <em>Moli&#233;re</em>), quando n&#227;o aparece literalmente um cartaz escrito BANHEIRO; acompanhado de outra que diz MASCULINO ou FEMININO, ou com desenhos (para n&#227;o se desprezar totalmente a arte da linguagem simb&#243;lica) gritantes e cheios de sinais confusos que fazem aqueles que n&#227;o tem ainda uma op&#231;&#227;o sexual bem definida voltarem para a mesa com cara de &#8220;estava t&#227;o cheio&#8230;&#8221; al&#233;m da bixiga cheia e do ar reticente.</p>

<p>	E digo isto porque a necessidade de esclarecimentos dos procedimentos em nossos dias tem atingido o absurdo n&#237;vel de ser necess&#225;rio escrever e identificar as portas e seus m&#233;todos de funcionamento. Normalmente h&#225; um lembrete adesivo escrito PORTA, seguido por um adesivo que, se por um lado esclarece &#8220;PUXE&#8221;, por outro determina &#8220;EMPURRE&#8221;.  Ou seja, nossa ignor&#226;ncia atingiu o &#225;pice de, caso todos estes esclarecimentos n&#227;o sejam fornecidos, encontrarmos algu&#233;m que tente empurrar por horas a fio uma porta que deve ser puxada, insistindo neste processo de proced&#234;ncia emp&#237;rica at&#233; que, outro com maior experi&#234;ncia ou esclarecimento apare&#231;a e execute a opera&#231;&#227;o contr&#225;ria deixando o primeiro com o estupefacto ar de  &#8220;Ahhhhhhh&#8230;&#8221;</p>

<p>	Mas, o que me motiva a escrever esta ligeira reflex&#227;o foi um inusitado fato ocorrido nos &#250;ltimos dias no sagu&#227;o de uma grande e renomada universidade deste nosso pa&#237;s varonil onde, &#224; entrada do elevador encontrava-se o seguinte:</p>

<div class="image_block"><img src="http://diarioindiario.com/diario/media/blogs/di//elevador.jpg" alt="" title="" width="312" height="234" /></div>

<p>	&#201; claro que ningu&#233;m seria capaz de deduzir ou compreender imediatamente quais bot&#245;es utilizar para cada dire&#231;&#227;o. Ou ainda, seria extremamente complexo entender por uma linguagem simples que o bot&#227;o ali presente deveria ser necessariamente acionado para que o mesmo pudesse ser utilizado. Isto justifica o fato de que a mesma universidade aconselha ainda os usu&#225;rios a utilizarem as escadas; elemento da engenhairia arcaico, ultrapassado, desprovido de tecnologia mas, para os incautos, muito eficiente.</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/03/07/semiotica-banheiros-e-elevadores?blog=5">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/03/07/semiotica-banheiros-e-elevadores?blog=5#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Cidadania Obitu&#225;ria - Elei&#231;&#245;es 2008.</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/23/cidadania-obtuaria-eleicoes-2008?blog=5</link>
			<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 12:32:03 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">Cr&#244;nicas do Mundar&#233;u</category>			<guid isPermaLink="false">215@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Algumas situa&amp;#231;&amp;#245;es passam muitas vezes despercebidas de nossa capacidade observadora. Situa&amp;#231;&amp;#245;es que podem, muitas vezes, nos remeter a uma reflex&amp;#227;o transcendente da simplicidade das a&amp;#231;&amp;#245;es do mundo diante do exerc&amp;#237;cio da fun&amp;#231;&amp;#227;o, conjuntamente &amp;#224; ang&amp;#250;stia do ser que, de forma desesperada exige para si imediata aten&amp;#231;&amp;#227;o e, talvez, fosse melhor conter seu ensejo esclarecedor em proveito dos coment&amp;#225;rios pejorativos promulgados pelo pr&amp;#243;ximo.&lt;br /&gt;
Tais situa&amp;#231;&amp;#245;es caem no esquecimento por raz&amp;#245;es muitas vezes desconhecidas. Mas &amp;#233; claro, sempre existe a &amp;#8220;volta &amp;#224;s aulas&amp;#8221; e os alunos fazem quest&amp;#227;o de lembrar este autor da maior parte dos desaforos que vivenciamos muitas vezes juntos, em circunst&amp;#226;ncias deveras adversas daquela viv&amp;#234;ncia rotineira da sala de aula. Explico:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um aluno muito t&amp;#237;mido, daqueles que te encontram em um corredor de trinta metros com a plebe vazando pelo ladr&amp;#227;o e gritam do extremo oposto  - PROFESSOOOOOOOORRRRRR&amp;#8230;. &amp;#8211; iluminou minha mem&amp;#243;ria com a reminisc&amp;#234;ncia do seguinte ocorrido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estava eu devidamente convocado pela minha diretora escolar para prestar aux&amp;#237;lio e poss&amp;#237;vel socorro ao servi&amp;#231;o p&amp;#250;blico que, em virtude do cumprimento de t&amp;#227;o ilustre dever p&amp;#225;trio, n&amp;#227;o poderia passar sem a colabora&amp;#231;&amp;#227;o de minha egr&amp;#233;gia pessoa. Assim, fui conclamado &amp;#224;s pressas para trabalhar nas elei&amp;#231;&amp;#245;es municipais de 2008. Como o TRE j&amp;#225; houvera se encarregado da convoca&amp;#231;&amp;#227;o de todos os &amp;#8220;volunt&amp;#225;rios&amp;#8221; para que o pleito fosse levado a termo, a escola pediu que este que vos escreve contribu&amp;#237;sse com seus pr&amp;#233;stimos na sess&amp;#227;o de justificativa de votos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estava l&amp;#225; o neto do Cel. Hip&amp;#243;lito (mais por poder sertanejo do que por patente), justificando o voto dos eleitores perdidos no espa&amp;#231;o &amp;#8211; pois se estivessem no lugar correto n&amp;#227;o precisariam justificar nada &amp;#8211; quando surge o pai de um aluno que resolve, al&amp;#233;m de incumbir-se do prop&amp;#243;sito &amp;#243;bvio, trocar dois dedinhos de prosa com o famoso professor de seu pimpolho. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Mas menino, voc&amp;#234; sabe que filosofia &amp;#233; a &amp;#250;nica mat&amp;#233;ria que ele gosta. Ele at&amp;#233; l&amp;#234;!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#201; claro que, n&amp;#227;o &amp;#233; todo dia que surge um pai elogiando seu trabalho e ainda mais confirmando que o filho seja leitor de alguma coisa por motiva&amp;#231;&amp;#227;o sua. N&amp;#227;o consegui suprimir o pecado do orgulho e acabei dando uma aten&amp;#231;&amp;#227;o exagerada &amp;#8211; n&amp;#227;o compat&amp;#237;vel com minhas fun&amp;#231;&amp;#245;es naquele momento, admito &amp;#8211; ao distinto senhor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nisto, a fila vai aumentando, uma turba de cidad&amp;#227;os ansiosos pelo cumprimento do dever c&amp;#237;vico come&amp;#231;a a se aglomerar diante da minha mesa e, com certa raz&amp;#227;o, come&amp;#231;a a se irritar.&lt;br /&gt;
Uma senhora muito bem vestida &amp;#8211; note-se, minha sess&amp;#227;o eleitoral est&amp;#225; locada em uma comunidade absolutamente carente, onde normalmente apresentam-se senhoras obesas com cara de &amp;#8220;tia velha&amp;#8221; trajando uma bermuda aproveitada de uma cal&amp;#231;a de moleton de &amp;#8220;cotton&amp;#8221;, uma camiseta regata de &amp;#8220;viscose&amp;#8221; azul tampinha de garrafa da Lyndoia, uma sand&amp;#225;lia havaiana soltando as tiras e uma exibi&amp;#231;&amp;#227;o hidrogr&amp;#225;fica da amaz&amp;#244;nia brasileira nas panturrilhas que s&amp;#227;o chamadas geralmente de &amp;#8220;varizi&amp;#8221; &amp;#8211; observe o leitor que n&amp;#227;o digo isto para diminuir a dignidade da comunidade na qual trabalho mas &amp;#233; interessante perceber que as pessoas simples, e neste caso a maioria delas sol&amp;#237;citas a minha solid&amp;#227;o e indigna&amp;#231;&amp;#227;o de ter que trabalhar como um &amp;#8220;volunt&amp;#225;rio&amp;#8221; em pleno domingo contra minha vontade, come&amp;#231;am a conversar entre si, trocam umas receitas de &amp;#8220;p&amp;#227;o de camada&amp;#8221;, entram na conversa alheia e, da fila mesmo j&amp;#225; estavam at&amp;#233; palpitando sobre a educa&amp;#231;&amp;#227;o do filho do distinto senhor que, n&amp;#227;o canso de repetir, motivado pela minha mat&amp;#233;ria at&amp;#233; lia alguma coisa. Mas dizia que, uma senhora muito bem vestida, usando um vestido b&amp;#225;sico bem ornado, com o cabelo todo arrumado e preparado para a possibilidade de uma tempestade tropical (como quem acabara de sair da festa do laqu&amp;#234;), do alto de sua dignidade em um salto alt&amp;#237;ssimo, e balan&amp;#231;ando todo seu estoque de silicone com aquela cara de &amp;#8220;bando de pobres&amp;#8221;, sai da fila e dirige-se a minha mesinha com um t&amp;#237;tulo de eleitor na m&amp;#227;o balan&amp;#231;ando em tom amea&amp;#231;ador; tira os &amp;#243;culos escuros que mais pareciam uma out-door da Gucci (lembrem-se que as placas est&amp;#227;o proibidas!) e profere em tom autorit&amp;#225;rio:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Mocinho! Eu preciso justificar o voto do meu marido!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;N&amp;#227;o preciso dizer que o tom de voz da espinafra&amp;#231;&amp;#227;o da dondoca foi ouvido por toda a sess&amp;#227;o. Interessado no caso, indaguei:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- O voto de seu marido? Mas ele precisa assinar a justificativa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ao que ela retribuiu:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Mas ele faleceu em janeiro. Ele n&amp;#227;o poder&amp;#225; assinar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nisto, alguns campesinos que compunham a fila e aguardavam a furona desobstruir espa&amp;#231;o, j&amp;#225; tomados de certa curiosidade, come&amp;#231;aram a esbo&amp;#231;ar um princ&amp;#237;pio de riso.&lt;br /&gt;
Em um lampejo de mem&amp;#243;ria &amp;#8211; sabe aquele momento em que voc&amp;#234; pensa mais r&amp;#225;pido do que fala e, quando percebe que vai falar alguma besteira, j&amp;#225; foi? &amp;#8211; respondi:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Neste caso, a senhora deve procurar um Kardec Eleitoral.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Como?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Um cart&amp;#243;rio eleitoral madame. S&amp;#243; no cart&amp;#243;rio eleitoral eles poder&amp;#227;o justificar o voto do seu marido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda bem que o laqu&amp;#234; deve ter obstru&amp;#237;do as vias auditivas da distinta, que saiu pisando duro e procurando algu&amp;#233;m do TRE para informar-se sobre o endere&amp;#231;o do cart&amp;#243;rio mais pr&amp;#243;ximo. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Esse governo! S&amp;#243; faz isso para complicar a vida da gente! &amp;#8211; resmungou enquanto saia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora vai ser um parto para esquecer isto de novo.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/23/cidadania-obtuaria-eleicoes-2008?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas situa&#231;&#245;es passam muitas vezes despercebidas de nossa capacidade observadora. Situa&#231;&#245;es que podem, muitas vezes, nos remeter a uma reflex&#227;o transcendente da simplicidade das a&#231;&#245;es do mundo diante do exerc&#237;cio da fun&#231;&#227;o, conjuntamente &#224; ang&#250;stia do ser que, de forma desesperada exige para si imediata aten&#231;&#227;o e, talvez, fosse melhor conter seu ensejo esclarecedor em proveito dos coment&#225;rios pejorativos promulgados pelo pr&#243;ximo.<br />
Tais situa&#231;&#245;es caem no esquecimento por raz&#245;es muitas vezes desconhecidas. Mas &#233; claro, sempre existe a &#8220;volta &#224;s aulas&#8221; e os alunos fazem quest&#227;o de lembrar este autor da maior parte dos desaforos que vivenciamos muitas vezes juntos, em circunst&#226;ncias deveras adversas daquela viv&#234;ncia rotineira da sala de aula. Explico:</p>

<p>Um aluno muito t&#237;mido, daqueles que te encontram em um corredor de trinta metros com a plebe vazando pelo ladr&#227;o e gritam do extremo oposto  - PROFESSOOOOOOOORRRRRR&#8230;. &#8211; iluminou minha mem&#243;ria com a reminisc&#234;ncia do seguinte ocorrido.</p>

<p>Estava eu devidamente convocado pela minha diretora escolar para prestar aux&#237;lio e poss&#237;vel socorro ao servi&#231;o p&#250;blico que, em virtude do cumprimento de t&#227;o ilustre dever p&#225;trio, n&#227;o poderia passar sem a colabora&#231;&#227;o de minha egr&#233;gia pessoa. Assim, fui conclamado &#224;s pressas para trabalhar nas elei&#231;&#245;es municipais de 2008. Como o TRE j&#225; houvera se encarregado da convoca&#231;&#227;o de todos os &#8220;volunt&#225;rios&#8221; para que o pleito fosse levado a termo, a escola pediu que este que vos escreve contribu&#237;sse com seus pr&#233;stimos na sess&#227;o de justificativa de votos.</p>

<p>Estava l&#225; o neto do Cel. Hip&#243;lito (mais por poder sertanejo do que por patente), justificando o voto dos eleitores perdidos no espa&#231;o &#8211; pois se estivessem no lugar correto n&#227;o precisariam justificar nada &#8211; quando surge o pai de um aluno que resolve, al&#233;m de incumbir-se do prop&#243;sito &#243;bvio, trocar dois dedinhos de prosa com o famoso professor de seu pimpolho. </p>

<p>- Mas menino, voc&#234; sabe que filosofia &#233; a &#250;nica mat&#233;ria que ele gosta. Ele at&#233; l&#234;!</p>

<p>&#201; claro que, n&#227;o &#233; todo dia que surge um pai elogiando seu trabalho e ainda mais confirmando que o filho seja leitor de alguma coisa por motiva&#231;&#227;o sua. N&#227;o consegui suprimir o pecado do orgulho e acabei dando uma aten&#231;&#227;o exagerada &#8211; n&#227;o compat&#237;vel com minhas fun&#231;&#245;es naquele momento, admito &#8211; ao distinto senhor.</p>

<p>Nisto, a fila vai aumentando, uma turba de cidad&#227;os ansiosos pelo cumprimento do dever c&#237;vico come&#231;a a se aglomerar diante da minha mesa e, com certa raz&#227;o, come&#231;a a se irritar.<br />
Uma senhora muito bem vestida &#8211; note-se, minha sess&#227;o eleitoral est&#225; locada em uma comunidade absolutamente carente, onde normalmente apresentam-se senhoras obesas com cara de &#8220;tia velha&#8221; trajando uma bermuda aproveitada de uma cal&#231;a de moleton de &#8220;cotton&#8221;, uma camiseta regata de &#8220;viscose&#8221; azul tampinha de garrafa da Lyndoia, uma sand&#225;lia havaiana soltando as tiras e uma exibi&#231;&#227;o hidrogr&#225;fica da amaz&#244;nia brasileira nas panturrilhas que s&#227;o chamadas geralmente de &#8220;varizi&#8221; &#8211; observe o leitor que n&#227;o digo isto para diminuir a dignidade da comunidade na qual trabalho mas &#233; interessante perceber que as pessoas simples, e neste caso a maioria delas sol&#237;citas a minha solid&#227;o e indigna&#231;&#227;o de ter que trabalhar como um &#8220;volunt&#225;rio&#8221; em pleno domingo contra minha vontade, come&#231;am a conversar entre si, trocam umas receitas de &#8220;p&#227;o de camada&#8221;, entram na conversa alheia e, da fila mesmo j&#225; estavam at&#233; palpitando sobre a educa&#231;&#227;o do filho do distinto senhor que, n&#227;o canso de repetir, motivado pela minha mat&#233;ria at&#233; lia alguma coisa. Mas dizia que, uma senhora muito bem vestida, usando um vestido b&#225;sico bem ornado, com o cabelo todo arrumado e preparado para a possibilidade de uma tempestade tropical (como quem acabara de sair da festa do laqu&#234;), do alto de sua dignidade em um salto alt&#237;ssimo, e balan&#231;ando todo seu estoque de silicone com aquela cara de &#8220;bando de pobres&#8221;, sai da fila e dirige-se a minha mesinha com um t&#237;tulo de eleitor na m&#227;o balan&#231;ando em tom amea&#231;ador; tira os &#243;culos escuros que mais pareciam uma out-door da Gucci (lembrem-se que as placas est&#227;o proibidas!) e profere em tom autorit&#225;rio:</p>

<p>- Mocinho! Eu preciso justificar o voto do meu marido!</p>

<p>N&#227;o preciso dizer que o tom de voz da espinafra&#231;&#227;o da dondoca foi ouvido por toda a sess&#227;o. Interessado no caso, indaguei:</p>

<p>- O voto de seu marido? Mas ele precisa assinar a justificativa.</p>

<p>Ao que ela retribuiu:</p>

<p>- Mas ele faleceu em janeiro. Ele n&#227;o poder&#225; assinar.</p>

<p>Nisto, alguns campesinos que compunham a fila e aguardavam a furona desobstruir espa&#231;o, j&#225; tomados de certa curiosidade, come&#231;aram a esbo&#231;ar um princ&#237;pio de riso.<br />
Em um lampejo de mem&#243;ria &#8211; sabe aquele momento em que voc&#234; pensa mais r&#225;pido do que fala e, quando percebe que vai falar alguma besteira, j&#225; foi? &#8211; respondi:</p>

<p>- Neste caso, a senhora deve procurar um Kardec Eleitoral.</p>

<p>- Como?</p>

<p>- Um cart&#243;rio eleitoral madame. S&#243; no cart&#243;rio eleitoral eles poder&#227;o justificar o voto do seu marido.</p>

<p>Ainda bem que o laqu&#234; deve ter obstru&#237;do as vias auditivas da distinta, que saiu pisando duro e procurando algu&#233;m do TRE para informar-se sobre o endere&#231;o do cart&#243;rio mais pr&#243;ximo. </p>

<p>- Esse governo! S&#243; faz isso para complicar a vida da gente! &#8211; resmungou enquanto saia.</p>

<p>Agora vai ser um parto para esquecer isto de novo.</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/23/cidadania-obtuaria-eleicoes-2008?blog=5">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/23/cidadania-obtuaria-eleicoes-2008?blog=5#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Arte contempor&#226;nea e m&#250;sica brasileira ou, como fazer um Ax&#233;.</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/15/arte-contemporanea-e-musica-brasileira-o?blog=5</link>
			<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 14:45:23 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">Causos de Fam&#237;lia - Reflex&#245;es Pessoais</category>			<guid isPermaLink="false">211@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Retornei &amp;#224; vida acad&amp;#234;mica.&lt;br /&gt;
Ap&amp;#243;s um r&amp;#225;pido per&amp;#237;odo de afastamento motivado por atividades condizentes &amp;#224; ordem p&amp;#250;blica, e percebendo que n&amp;#227;o conseguiria estabelecer nenhuma ordem nesta josta &amp;#8211; e portanto ordem p&amp;#250;blica &amp;#233; um paradoxo &amp;#8211; resolvi retomar minhas pesquisas e adentrar ao curso de mestrado em uma conceituada universidade.&lt;br /&gt;
O contato direto com alguns professores conhecidos outrora, me fez reviver experi&amp;#234;ncias saborosas das quais me afastara. Como consegui sobreviver sem este rol de debates e discuss&amp;#245;es edificantes que tanto contribuem para meu desenvolvimento epistemol&amp;#243;gico?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fato &amp;#233; que, l&amp;#225; pelas tantas, o filho de Dona Adriana deparou-se com uma aula sui generis acerca da pertin&amp;#234;ncia da arte na contemporaneidade.&lt;br /&gt;
Nunca fui grande apreciador da arte contempor&amp;#226;nea. Na realidade, entendo que tal manifesta&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#8220;art&amp;#237;stica&amp;#8221; s&amp;#243; venha a corroborar a tese defendida pelos gregos antigos que diziam ser a arte mera reprodu&amp;#231;&amp;#227;o imperfeita das id&amp;#233;ias transcendentais e, portanto, n&amp;#227;o possu&amp;#237;am valor de verdade. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como fil&amp;#243;sofo, acredito piamente no 32&amp;#186; vers&amp;#237;culo do 8&amp;#186; cap&amp;#237;tulo do evangelho de S&amp;#227;o Jo&amp;#227;o. S&amp;#250;bito, surge um mestre que me faz observar que o explendor da manifesta&amp;#231;&amp;#227;o art&amp;#237;stica est&amp;#225; intimamente ligado &amp;#224; significa&amp;#231;&amp;#227;o e dignifica&amp;#231;&amp;#227;o do ente frente a um valor de linguagem. &lt;br /&gt;
U&amp;#233;? &amp;#201; arte ou &amp;#233; linguagem? Posso at&amp;#233; entender que muitas pr&amp;#225;ticas art&amp;#237;sticas sejam significantes, plenas de valor sem&amp;#226;ntico, semi&amp;#243;tico e fenomenol&amp;#243;gico mas, observando bem a linguagem de nossos dias fico imaginando o qu&amp;#227;o art&amp;#237;stico e po&amp;#233;tico ela possa se mostrar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por exemplo, a musicalidade brasileira sempre foi uma de nossas mais sublimes manifesta&amp;#231;&amp;#245;es art&amp;#237;sticas. Que o digam Tom, Vin&amp;#237;cius, Chico e outros.&lt;br /&gt;
Zeca Baleiro e Z&amp;#233; Ramalho seriam pura express&amp;#227;o ling&amp;#252;&amp;#237;stica. &lt;a href=&quot;http://letras.terra.com.br/zeca-baleiro/73692/&quot;&gt;Ou&amp;#231;a aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro que merece as laudes &amp;#233; Arnaldo Antunes, com o cl&amp;#225;ssico &amp;#8220;N&amp;#227;o &amp;#233; o que n&amp;#227;o pode ser que n&amp;#227;o &amp;#233;&amp;#8221;. Pura concep&amp;#231;&amp;#227;o metaf&amp;#237;sica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas ent&amp;#227;o chegamos ao entrave da musica no s&amp;#233;culo XXI, com o funk, o ax&amp;#233; baiano, a banda Calypso (uma esp&amp;#233;cie de ax&amp;#233; paraense com tend&amp;#234;ncias t&amp;#233;cnicas a reproduzir a voz arranhada de Aretha Franklin e Bruce Springstem, com &amp;#234;nfase na alegria e na anima&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#8211; TODO MUNDO COMIGO&amp;#8230; ) e o pagode.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;N&amp;#227;o estou falando de samba de roda, samba propriamente dito ou o samba do malandro. Estou falando de pagode mesmo. Aquela m&amp;#250;sica que o sujeito faz normalmente motivado pela inspira&amp;#231;&amp;#227;o do momento defecativo onde, casualmente manuseia um aparelho celular (j&amp;#225; que dificilmente saberia ler &amp;#8211; o que seria comum ocorrer neste momento entre pessoas cultas) e acaba mandando um torpedinho para a amada.&lt;br /&gt;
Talvez por este motivo, a maioria dos pagodinhos tenham em suas letras &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Me telefonaaaaa&amp;#8230;. no celulaaaarrrrr&amp;#8230;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Me ligaaaaa&amp;#8230;  manda um telegramaaaaa&amp;#8230;.   uma carta de amooooooorrrrrr&amp;#8230;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sem contar que as melodias s&amp;#227;o praticamente id&amp;#234;nticas. Por falar em melodias id&amp;#234;nticas, os senhores devem imaginar como se produz uma m&amp;#250;sica de Ax&amp;#233; Baiano (O baiano, n&amp;#227;o o paraense; por mais que sejam semelhante em estilo h&amp;#225; uma ligeira distin&amp;#231;&amp;#227;o cultural motivada pelo sotaque) com genialidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dois indiv&amp;#237;duos absurdamente musicalizados e favorecidos por uma rica cultura r&amp;#237;tmica encontram-se, invariavelmente, na ladeira do Pel&amp;#244; (em sentidos opostos, um subindo e outro descendo)  e, por quest&amp;#245;es de cordialidade, iniciam um processo de sauda&amp;#231;&amp;#227;o civilizada. O di&amp;#225;logo segue, mais ou menos, nestes termos:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- A&amp;#234;!&lt;br /&gt;
- A&amp;#234;!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Ei!&lt;br /&gt;
- Ei!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E ap&amp;#243;s esta eloq&amp;#252;ente conversa saem rodopiando com os indicadores apontados para o c&amp;#233;u e cantando:&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;- &amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;&amp;#212;OOooooooooo&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;N&amp;#227;o tem como n&amp;#227;o chamar de art&amp;#237;sta.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/15/arte-contemporanea-e-musica-brasileira-o?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Retornei &#224; vida acad&#234;mica.<br />
Ap&#243;s um r&#225;pido per&#237;odo de afastamento motivado por atividades condizentes &#224; ordem p&#250;blica, e percebendo que n&#227;o conseguiria estabelecer nenhuma ordem nesta josta &#8211; e portanto ordem p&#250;blica &#233; um paradoxo &#8211; resolvi retomar minhas pesquisas e adentrar ao curso de mestrado em uma conceituada universidade.<br />
O contato direto com alguns professores conhecidos outrora, me fez reviver experi&#234;ncias saborosas das quais me afastara. Como consegui sobreviver sem este rol de debates e discuss&#245;es edificantes que tanto contribuem para meu desenvolvimento epistemol&#243;gico?</p>

<p>Fato &#233; que, l&#225; pelas tantas, o filho de Dona Adriana deparou-se com uma aula sui generis acerca da pertin&#234;ncia da arte na contemporaneidade.<br />
Nunca fui grande apreciador da arte contempor&#226;nea. Na realidade, entendo que tal manifesta&#231;&#227;o &#8220;art&#237;stica&#8221; s&#243; venha a corroborar a tese defendida pelos gregos antigos que diziam ser a arte mera reprodu&#231;&#227;o imperfeita das id&#233;ias transcendentais e, portanto, n&#227;o possu&#237;am valor de verdade. </p>

<p>Como fil&#243;sofo, acredito piamente no 32&#186; vers&#237;culo do 8&#186; cap&#237;tulo do evangelho de S&#227;o Jo&#227;o. S&#250;bito, surge um mestre que me faz observar que o explendor da manifesta&#231;&#227;o art&#237;stica est&#225; intimamente ligado &#224; significa&#231;&#227;o e dignifica&#231;&#227;o do ente frente a um valor de linguagem. <br />
U&#233;? &#201; arte ou &#233; linguagem? Posso at&#233; entender que muitas pr&#225;ticas art&#237;sticas sejam significantes, plenas de valor sem&#226;ntico, semi&#243;tico e fenomenol&#243;gico mas, observando bem a linguagem de nossos dias fico imaginando o qu&#227;o art&#237;stico e po&#233;tico ela possa se mostrar.</p>

<p>Por exemplo, a musicalidade brasileira sempre foi uma de nossas mais sublimes manifesta&#231;&#245;es art&#237;sticas. Que o digam Tom, Vin&#237;cius, Chico e outros.<br />
Zeca Baleiro e Z&#233; Ramalho seriam pura express&#227;o ling&#252;&#237;stica. <a href="http://letras.terra.com.br/zeca-baleiro/73692/">Ou&#231;a aqui</a>.</p>

<p>Outro que merece as laudes &#233; Arnaldo Antunes, com o cl&#225;ssico &#8220;N&#227;o &#233; o que n&#227;o pode ser que n&#227;o &#233;&#8221;. Pura concep&#231;&#227;o metaf&#237;sica.</p>

<p>Mas ent&#227;o chegamos ao entrave da musica no s&#233;culo XXI, com o funk, o ax&#233; baiano, a banda Calypso (uma esp&#233;cie de ax&#233; paraense com tend&#234;ncias t&#233;cnicas a reproduzir a voz arranhada de Aretha Franklin e Bruce Springstem, com &#234;nfase na alegria e na anima&#231;&#227;o &#8211; TODO MUNDO COMIGO&#8230; ) e o pagode.</p>

<p>N&#227;o estou falando de samba de roda, samba propriamente dito ou o samba do malandro. Estou falando de pagode mesmo. Aquela m&#250;sica que o sujeito faz normalmente motivado pela inspira&#231;&#227;o do momento defecativo onde, casualmente manuseia um aparelho celular (j&#225; que dificilmente saberia ler &#8211; o que seria comum ocorrer neste momento entre pessoas cultas) e acaba mandando um torpedinho para a amada.<br />
Talvez por este motivo, a maioria dos pagodinhos tenham em suas letras </p>

<p>- Me telefonaaaaa&#8230;. no celulaaaarrrrr&#8230;. </p>

<p>- Me ligaaaaa&#8230;  manda um telegramaaaaa&#8230;.   uma carta de amooooooorrrrrr&#8230;. </p>

<p>Sem contar que as melodias s&#227;o praticamente id&#234;nticas. Por falar em melodias id&#234;nticas, os senhores devem imaginar como se produz uma m&#250;sica de Ax&#233; Baiano (O baiano, n&#227;o o paraense; por mais que sejam semelhante em estilo h&#225; uma ligeira distin&#231;&#227;o cultural motivada pelo sotaque) com genialidade.</p>

<p>Dois indiv&#237;duos absurdamente musicalizados e favorecidos por uma rica cultura r&#237;tmica encontram-se, invariavelmente, na ladeira do Pel&#244; (em sentidos opostos, um subindo e outro descendo)  e, por quest&#245;es de cordialidade, iniciam um processo de sauda&#231;&#227;o civilizada. O di&#225;logo segue, mais ou menos, nestes termos:</p>

<p>- A&#234;!<br />
- A&#234;!</p>

<p>- Ei!<br />
- Ei!</p>

<p>E ap&#243;s esta eloq&#252;ente conversa saem rodopiando com os indicadores apontados para o c&#233;u e cantando:</p>


<p>- &#212;&#212;&#212;&#212;&#212;&#212;&#212;&#212;&#212;&#212;OOooooooooo</p>

<p>N&#227;o tem como n&#227;o chamar de art&#237;sta.</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/15/arte-contemporanea-e-musica-brasileira-o?blog=5">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/15/arte-contemporanea-e-musica-brasileira-o?blog=5#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Presen&#231;a de Esp&#237;rito</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/05/presenca-de-espirito?blog=5</link>
			<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 01:11:49 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">Causos de Fam&#237;lia - Reflex&#245;es Pessoais</category>			<guid isPermaLink="false">202@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Sempre admirei a presen&amp;#231;a de esp&amp;#237;rito.&lt;br /&gt;
Algumas pessoas tem a sagacidade, a mente r&amp;#225;pida e a eloqu&amp;#234;ncia que na maioria das vezes &amp;#233; a plena distin&amp;#231;&amp;#227;o entre a estupidez exacerbada e a genialidade.&lt;br /&gt;
Tenho por h&amp;#225;bito, iniciar o curso de filosofia com algum exerc&amp;#237;cio mai&amp;#234;utico, ou seja, diante da manifesta&amp;#231;&amp;#227;o de algum volunt&amp;#225;rio, vou colocando uma quest&amp;#227;o sobre a outra at&amp;#233; que alguma coisa interessante aconte&amp;#231;a. E sempre acontece.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A coisa ocorreu mais ou menos nestes termos:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Questionado sobre &amp;#8220;Quem&amp;#8221; era, um aluno respondeu:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Sou Fulano!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Mas este &amp;#233; o seu nome, e seu nome n&amp;#227;o define quem voc&amp;#234; &amp;#233;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Ah professor&amp;#8230;  sou um cara legal, extroverdido, que gosta de se divertir&amp;#8230;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Mas a&amp;#237; voc&amp;#234; est&amp;#225; me respondendo &amp;#8220;O QUE&amp;#8221; voc&amp;#234; &amp;#233;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Bom&amp;#8230;  ent&amp;#227;o sou um ser humano, que tem livre arb&amp;#237;trio&amp;#8230;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- Ahhhh&amp;#8230;  Livre arb&amp;#237;trio&amp;#8230;  que bonito. E o que &amp;#233; o livre arb&amp;#237;trio?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- &amp;#201; o que me faz saber o que &amp;#233; certo e o que &amp;#233; errado.&lt;br /&gt;
`&lt;br /&gt;
Por esta altura do campeonado, o menino j&amp;#225; deveria estar, se n&amp;#227;o confuso, ao menos com o saco cheio. Pensei com meus bot&amp;#245;es: Agora &amp;#233; a derradeira.&lt;br /&gt;
Soltei:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- E o que &amp;#233; certo?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Neste momento o semblante do garoto se iluminou, por&amp;#233;m, uma luminosidade diferente&amp;#8230;  daquelas que n&amp;#227;o se v&amp;#234; todo dia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- &amp;#201; o que Deus escreve em linhas tortas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Preciso dizer mais alguma coisa? Isto &amp;#233; presen&amp;#231;a de esp&amp;#237;rito.&lt;br /&gt;
Gostei do sujeito.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/05/presenca-de-espirito?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre admirei a presen&#231;a de esp&#237;rito.<br />
Algumas pessoas tem a sagacidade, a mente r&#225;pida e a eloqu&#234;ncia que na maioria das vezes &#233; a plena distin&#231;&#227;o entre a estupidez exacerbada e a genialidade.<br />
Tenho por h&#225;bito, iniciar o curso de filosofia com algum exerc&#237;cio mai&#234;utico, ou seja, diante da manifesta&#231;&#227;o de algum volunt&#225;rio, vou colocando uma quest&#227;o sobre a outra at&#233; que alguma coisa interessante aconte&#231;a. E sempre acontece.</p>

<p>A coisa ocorreu mais ou menos nestes termos:</p>

<p>Questionado sobre &#8220;Quem&#8221; era, um aluno respondeu:</p>

<p>- Sou Fulano!</p>

<p>- Mas este &#233; o seu nome, e seu nome n&#227;o define quem voc&#234; &#233;.</p>

<p>- Ah professor&#8230;  sou um cara legal, extroverdido, que gosta de se divertir&#8230;</p>

<p>- Mas a&#237; voc&#234; est&#225; me respondendo &#8220;O QUE&#8221; voc&#234; &#233;.</p>

<p>- Bom&#8230;  ent&#227;o sou um ser humano, que tem livre arb&#237;trio&#8230;. </p>

<p>- Ahhhh&#8230;  Livre arb&#237;trio&#8230;  que bonito. E o que &#233; o livre arb&#237;trio?</p>

<p>- &#201; o que me faz saber o que &#233; certo e o que &#233; errado.<br />
`<br />
Por esta altura do campeonado, o menino j&#225; deveria estar, se n&#227;o confuso, ao menos com o saco cheio. Pensei com meus bot&#245;es: Agora &#233; a derradeira.<br />
Soltei:</p>

<p>- E o que &#233; certo?</p>

<p>Neste momento o semblante do garoto se iluminou, por&#233;m, uma luminosidade diferente&#8230;  daquelas que n&#227;o se v&#234; todo dia.</p>

<p>- &#201; o que Deus escreve em linhas tortas.</p>

<p>Preciso dizer mais alguma coisa? Isto &#233; presen&#231;a de esp&#237;rito.<br />
Gostei do sujeito.</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/02/05/presenca-de-espirito?blog=5">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Momentos de exalta&#231;&#227;o da intelig&#234;ncia humana</title>
			<link>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/01/30/momentos-de-exaltacao-da-inteligencia-hu?blog=5</link>
			<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 15:16:44 +0000</pubDate>			<dc:creator>Fransmar</dc:creator>
			<category domain="main">Causos de Fam&#237;lia - Reflex&#245;es Pessoais</category>			<guid isPermaLink="false">198@http://diarioindiario.com/diario/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Sim, sim atenienses&amp;#8230; &lt;br /&gt;
Muito da intelig&amp;#234;ncia humana contempor&amp;#226;nea deve ser exaltado. Principalmente ap&amp;#243;s grandes pensadores dedicarem boa parte do seu tempo nas reflex&amp;#245;es epistemol&amp;#243;gicas acerca da origem do entendimento.&lt;br /&gt;
John Locke escrevia, em seu &amp;#8220;Ensaio sobre o Entendimento Humano&amp;#8221; que o homem &amp;#233; uma &amp;#8220;t&amp;#225;vola rasa&amp;#8221;, ou seja, uma folha em branco, sobre a qual podemos escrever e tra&amp;#231;ar todas as caracter&amp;#237;sticas necess&amp;#225;rias do pensamento a partir da experi&amp;#234;ncia. Ren&amp;#233; Descartes, em suas &amp;#8220;Medita&amp;#231;&amp;#245;es Metaf&amp;#237;sicas&amp;#8221;, sugeria que a d&amp;#250;vida hiperb&amp;#243;lica teria valor inicial na constitui&amp;#231;&amp;#227;o do m&amp;#233;todo para o desenvolvimento do processo cognitivo enquanto que Rousseau, Leibniz, Kant, Hegel e Plat&amp;#227;o, tamb&amp;#233;m dedicaram algum tempo e boas p&amp;#225;ginas a respeito do assunto. Entre os educadores, Jean Piaget e Vigotsky merecem destaque.&lt;br /&gt;
O que me surpreende &amp;#233; que, mesmo com tanto desenvolvimento acerca dos procedimentos educacionais, epistemol&amp;#243;gicos, cognitivos, racionais e l&amp;#243;gicos, alguns seres (que n&amp;#227;o merecem esta denomina&amp;#231;&amp;#227;o, convenhamos), insistem em sair por a&amp;#237; aprontando as maiores perip&amp;#233;cias que s&amp;#243; poderiam ter origem na intelig&amp;#234;ncia humana.&lt;br /&gt;
Os casos brevemente descritos abaixo, s&amp;#227;o oriundos de contribui&amp;#231;&amp;#245;es de dois leitores que, preocupados com a sanidade mental dos visitantes desta p&amp;#225;gina, resolveram compartilhar momentos marcantes de auto-flagelo intelectual expondo o rid&amp;#237;culo alheio a p&amp;#250;blico.&lt;br /&gt;
Se &amp;#233; montagem ou n&amp;#227;o, n&amp;#227;o irei julgar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Primeiramente, Caio C&amp;#233;sar nos remete o caso de um criminoso catarinense que, em uma distra&amp;#231;&amp;#227;o ling&amp;#252;&amp;#237;stica, foi surpreendido em seu delito sem direito ou contesta&amp;#231;&amp;#227;o de provas, como assegura a imagem abaixo. N&amp;#227;o se pode negar que &amp;#233; um sujeito, no m&amp;#237;nimo, &amp;#8220;cliativo&amp;#8221;.&lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;image_block&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diarioindiario.com/diario/media/blogs/di/pracacronada.jpg&quot; alt=&quot;&quot; title=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;340&quot; /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;No segundo momento, meu caro irm&amp;#227;o Rubens Ressutti, cuja orbe plantada sobre seu pesco&amp;#231;o j&amp;#225; foi tantas vezes louvada nesta p&amp;#225;gina, capta uma imagem televisiva (duvido que ele tirou a foto, mas vamos dar cr&amp;#233;dito) onde o jornalista consegue uma entrevista exclusiva por interm&amp;#233;dio de uma sess&amp;#227;o de &amp;#8220;mesa-branca&amp;#8221; ou diretamente do Hades. Resta saber quais informa&amp;#231;&amp;#245;es o empres&amp;#225;rio entrevistado passou para este g&amp;#234;nio que, diante de tamanho esfor&amp;#231;o, deve ser imediatamente agraciado com o pr&amp;#234;mio Pulitzer. &lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;image_block&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diarioindiario.com/diario/media/blogs/di/2201_balancogeral.jpg&quot; alt=&quot;&quot; title=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&amp;#201; isto mesmo. Contribuam com esta p&amp;#225;gina. Assim poderemos lan&amp;#231;ar um movimento intelectual de maneira tal que, me acuda Oxal&amp;#225;, a ignor&amp;#226;ncia seja banida de nosso meio. A prop&amp;#243;sito, &amp;#233; sempre bom ter ignorantes por perto e, portanto, os senhores podem desconsiderar esta minha &amp;#250;ltima considera&amp;#231;&amp;#227;o. Afinal de contas, sem a ignor&amp;#226;ncia, estar&amp;#237;amos rindo de qu&amp;#234;?&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/01/30/momentos-de-exaltacao-da-inteligencia-hu?blog=5&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, sim atenienses&#8230; <br />
Muito da intelig&#234;ncia humana contempor&#226;nea deve ser exaltado. Principalmente ap&#243;s grandes pensadores dedicarem boa parte do seu tempo nas reflex&#245;es epistemol&#243;gicas acerca da origem do entendimento.<br />
John Locke escrevia, em seu &#8220;Ensaio sobre o Entendimento Humano&#8221; que o homem &#233; uma &#8220;t&#225;vola rasa&#8221;, ou seja, uma folha em branco, sobre a qual podemos escrever e tra&#231;ar todas as caracter&#237;sticas necess&#225;rias do pensamento a partir da experi&#234;ncia. Ren&#233; Descartes, em suas &#8220;Medita&#231;&#245;es Metaf&#237;sicas&#8221;, sugeria que a d&#250;vida hiperb&#243;lica teria valor inicial na constitui&#231;&#227;o do m&#233;todo para o desenvolvimento do processo cognitivo enquanto que Rousseau, Leibniz, Kant, Hegel e Plat&#227;o, tamb&#233;m dedicaram algum tempo e boas p&#225;ginas a respeito do assunto. Entre os educadores, Jean Piaget e Vigotsky merecem destaque.<br />
O que me surpreende &#233; que, mesmo com tanto desenvolvimento acerca dos procedimentos educacionais, epistemol&#243;gicos, cognitivos, racionais e l&#243;gicos, alguns seres (que n&#227;o merecem esta denomina&#231;&#227;o, convenhamos), insistem em sair por a&#237; aprontando as maiores perip&#233;cias que s&#243; poderiam ter origem na intelig&#234;ncia humana.<br />
Os casos brevemente descritos abaixo, s&#227;o oriundos de contribui&#231;&#245;es de dois leitores que, preocupados com a sanidade mental dos visitantes desta p&#225;gina, resolveram compartilhar momentos marcantes de auto-flagelo intelectual expondo o rid&#237;culo alheio a p&#250;blico.<br />
Se &#233; montagem ou n&#227;o, n&#227;o irei julgar.</p>

<p>Primeiramente, Caio C&#233;sar nos remete o caso de um criminoso catarinense que, em uma distra&#231;&#227;o ling&#252;&#237;stica, foi surpreendido em seu delito sem direito ou contesta&#231;&#227;o de provas, como assegura a imagem abaixo. N&#227;o se pode negar que &#233; um sujeito, no m&#237;nimo, &#8220;cliativo&#8221;.</p>

<div class="image_block"><img src="http://diarioindiario.com/diario/media/blogs/di/pracacronada.jpg" alt="" title="" width="500" height="340" /></div>

<p>No segundo momento, meu caro irm&#227;o Rubens Ressutti, cuja orbe plantada sobre seu pesco&#231;o j&#225; foi tantas vezes louvada nesta p&#225;gina, capta uma imagem televisiva (duvido que ele tirou a foto, mas vamos dar cr&#233;dito) onde o jornalista consegue uma entrevista exclusiva por interm&#233;dio de uma sess&#227;o de &#8220;mesa-branca&#8221; ou diretamente do Hades. Resta saber quais informa&#231;&#245;es o empres&#225;rio entrevistado passou para este g&#234;nio que, diante de tamanho esfor&#231;o, deve ser imediatamente agraciado com o pr&#234;mio Pulitzer. </p>

<div class="image_block"><img src="http://diarioindiario.com/diario/media/blogs/di/2201_balancogeral.jpg" alt="" title="" width="500" height="400" /></div>

<p>&#201; isto mesmo. Contribuam com esta p&#225;gina. Assim poderemos lan&#231;ar um movimento intelectual de maneira tal que, me acuda Oxal&#225;, a ignor&#226;ncia seja banida de nosso meio. A prop&#243;sito, &#233; sempre bom ter ignorantes por perto e, portanto, os senhores podem desconsiderar esta minha &#250;ltima considera&#231;&#227;o. Afinal de contas, sem a ignor&#226;ncia, estar&#237;amos rindo de qu&#234;?</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/01/30/momentos-de-exaltacao-da-inteligencia-hu?blog=5">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://diarioindiario.com/diario/index.php/2009/01/30/momentos-de-exaltacao-da-inteligencia-hu?blog=5#comments</comments>
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