Encontramos OSAMA. - Uma homenagem a alunos "peculiares".
Sim senhores,
Encontramos o famigerado Osama. O procurado terrorista, que a tempos perturba o sono do pequeno George e de sua poderosa nação.
Na realidade, esta prerrogativa é meramente publicitaria. Não encontramos o Bin Laden e o Osama que encontramos não é o terrorista. Apesar de ser um terror.
Explico:
Tenho um aluno que possui traços mouros, provavelmente herança da invasão na península ibérica lá pelo século XI, XII.. sei lá. Não sou professor de história (tá, sou, mas não me apego a datas de jeito nenhum). Fato é que, este jovem mancebo resolveu deixar crescer a barba, causando certo furor (ou inveja) entre seus colegas imberbes.

Quando digo que o Osama é um terror, não é por acaso.
Ontem tive o raro privilégio de ver o garoto jogando basquete.
Acompanhando as estatísticas da partida, considerando arremessos de 3 pontos, tiros livres, bandejinhas, totós e todo o resto, posso afirmar categoricamente que nosso grande Osama teve o brilhante aproveitamento de, SEN-SA-CIO-NAIS, 0%. Nem o Pipoca, jogador da seleção brasileira na década de 80 conseguiu ser tão exato em suas participações com a “amarelinha".
Porém, o Osama não é o único aluno estranho que tenho. E isto também vale como uma homenagem. Vejam o caso de nosso garboso poeta PH. Não senhores, ele não um sujeito capaz de, pela mera presença, alterar as configurações da água de ácido para alcalino e também não é nenhum obsecado por química e medições de Ph. Fato é que, toda vez que alguém, em fase de apresentação cordial, questiona o moçoilo sobre seu nome ele imediatamente responde corrigindo a grafia.
- Rafael. Com PH. Ra-PHa-EL.
Nada como ser incomum. Com base em imagens de satélite obtidas diretamente da estação espacial russa, percebemos que o glorioso Ph tem, em momentos mais descontraídos, uma incrível semelhança com o Leôncio. Aquele do desenho do Pica-pau… lembram?

Ambos são alunos excelentes. As vezes não tão estudiosos como deveriam, mas muito educados, gentis, respeitadores e, na maioria das vezes, amantes e defensores da natureza. Vivem cercados de “joaninhas". O Brendway que o diga. Este último, outro que merece honras e homenagens.
Por fim, mas não menos bizarro e também importante, o mais esquisito dos meus alunos. Não tem nenhum traço peculiar. Nada que o torne digno de distinção entre todos os outros se não fosse por um mero detalhe. A natureza caprichou neste indivíduo. Forte, esbelto, sedutor, simpático, inteligente, sagaz, carismático, simpático e dono de uma beleza incomum em seus profundos olhos castanhos e cativante sorriso.
Porque tantos elogios? Ora senhores, ele é a MINHA cara!
Bambino.

P.S - Pronto Gola… tá feliz agora?
Em tempo: A invasão dos mouros na península ibérica ocorreu no século VIII, precisamente em 711 d.C quando os muçulmanos liderados por Tarik Ibn Ziad atravessaram o estreito de Gibraltar após cruzar o Mediterrâneo e … Ahhhh… quer saber mais vai pesquisar.
03.08.08. 16:49:08. 524 palavras, 926 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 10 comentários » • Envie um trackback »
A Tragédia do Suriname
No início de 2005, fui convidado a ministrar uma palestra sobre os efeitos da globalização na individualidade e a questão ética diante de tais efeitos, em uma instituição de ensino que, por hora, vou omitir. Basta dizer que era uma dessas que preparam nossos jovens, inundados de brilhantismo e amor ao próximo, para a vida acadêmica e profissional, para o desenvolvimento científico e intelectual, em suma, para “o futuro da nação” (soa meio Juscelino mas tudo bem).
É praxe na decorrência acadêmica que o palestrante não seja interrompido sob nenhuma hipótese e, ao término da conferência, abre-se o diálogo com a audiência. Não podemos exigir que tal prática seja conhecida de jovens ansiosos por prestarem sua contribuição à humanidade. Ultimamente, não exigimos tão refinada gentileza sequer dos “adultos", quanto mais dos jovens.
Voltando ao “causo", dizia eu que a aritmética estava proferindo minha reflexão acerca da ética na globalização contemporânea, falava sobre o destaque dos EUA (não necessariamente exaltando suas virtudes) na economia mundial e a maneira como exercia seu poder sobre as populações do dito “terceiro mundo", quanto um eloqüente candidato ao curso de direito (isto é fato!), preocupado com a justiça social e equidade entre os povos ergue sua mão de forma intempestiva, tomando a palavra (literalmente! não tive tempo sequer de reagir e pedir para que o mancebo aguardasse o término de meu pensamento. Fui subitamente interrompido pelo dito orador) e soltando a sentença de todos aqueles que se preocupam (talvez contaminados por uma leitura inadequada de Marx) com o futuro da estabilidade social. Disse o mancebo:
- Professor, o senhor acha mesmo que os EUA estão preocupados com o resto da humanidade?
e emendou:
- O que eles fizeram para ajudar as vítimas do Suriname?
Como o início do ano letivo é deveras conturbado em atividades letivas, não estava preparado para a pergunta. Não havia lido os jornais da semana e sequer acompanhado o noticiário. Constrangido e obrigado a reconhecer minha ignorância, indaguei meu interlocutor:
- Mas o que aconteceu no Suriname?
A resposta veio a galope:
- O Suriname professor, que matou milhares de pessoas lá na India!

“Puta que Pariu", pensei com meus botões. Será que o Suriname, nosso vizinho do norte, resolveu atacar a India por algum motivo político ou religioso? Será que o exército surinamita (será que é isso? na dúvida fica o “surinamense” também) atacou o governo hindu e agora, em represália, a India está atacando Paramaribo com armas nucleares causando milhares de vítimas?
Estava pasmo. Não conseguia imaginar como uma economia tão pequena e frágil fosse capaz de direcionar seus recursos para um ataque desprovido de propósito como o que estava para se desvendar.
Imaginei o exército do Suriname, em seus caiaques, atravessando o Canal do Panamá, o Oceano Pacífico até o mar da Austrália, cruzando o Mar do Japão e entrando no Oceano Índico (com o consentimento de todas as nações que estavam em seu trajeto) até ancorarem em Chennai, de onde lançariam um ataque por terra até Nova Deli e Agra. Questionei mais uma vez:
- Desculpe meu querido, ainda não entendi o que aconteceu!
O raparigo então enche o peito, os olhos triunfantes de orgulho por conseguir, publicamente, demonstrar a ignorância daquele imbecil que ali estava falando com ares de quem tem autoridade e domínio sobre assuntos que a mais simplória questão seria capaz de elucidar.
- O Senhor não lê jornal não professor? O Suriname, aquela onda imeeennnssaaaaa….
AAAAAAHHHHHHHHHHHH…. Claro…
Como eu não pensei nisto. O Suriname… a ooonnnnddaaaaaa….
lógico. Eu sou uma anta. Nem sabia que o Suriname era uma onda enoooorrrmeeee….
Os outros alunos se debulhavam em gargalhadas. Minha palestra teve que ser interrompida para um rápido intervalo que permitisse a todos certa recomposição e o restabelecimento da respiração normal.
Digam-me atenienses: o que eu respondo para um ser tão prestativo, que compartilha sua sapiente reflexão com todos nós.
Como o sol da manhã batia na janela ao fundo, atingindo com seus raios meu globo ocular direito, simplesmente solicitei ao rapazinho que estava sentado lá no fundo quase se urinando de tanto rir.
- O Senhor aí no fundo pode fechar a Venezuela para mim?
31.07.08. 15:18:48. 758 palavras, 804 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 11 comentários » • Envie um trackback »
Cutículas e meio ambiente
Não me faltava mais nada.
Há pouco fico sabendo, com direito a imagens, que as dondocas do oriente médio e leste europeu utilizam um tratamento inusitado para cuidar de seus artelhos inferiores.
Estão utilizando peixinhos (uma espécie típica dos lagos orientais cujo nome não vou lembrar nem por uma mariola)para removerem as células mortas dos pés.
Como já não me assusto com nada vindo daqueles lados, só me restou o espanto para com um SPA americano que está “importando” a novidade, e cobra U$50,00 por cada meia hora de alimentação pedicular para seus “especialistas".

Caso os senhores não saibam tenho, para meu deleite, um aquário ornamental no qual crio e sustento alguns exemplares de “barbus". Por U$50,00, deixo vocês mergulharem os pés no meu aquário por pelo menos uma hora. Atendendo 24 horas por dia, teremos uma média de U$1.200,00 diários, o que em um mês me garantirá um rendimento adicional de U$24.000,00 (descontando sábados e domingos óbviamente).
É… acho que vai dar para pagar a ração dos bichinhos. Nada mal considerando que estarei utilizando trabalho escravo e não sindicalizado. Duvido que os simpáticos escamosos façam greve.
25.07.08. 17:05:59. 209 palavras, 390 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 3 comentários » • Envie um trackback »
Rodízio de Pizzas
Devo reconhecer que entre os sete pecados capitais o que mais me induz ao pecado, propriamente dito, é o da Gula.
Sim… a luxúria também é um pecado muito interessante mas envolve uma série de preceitos morais, sobre os quais não vale a pena ficar dissertando, que o tornam um pecado muito recatado. Tudo na luxúria é velado por uma penumbra de mistério, apesar de todos saberem o que é e como se faz. Não podemos praticar a luxúria em público sem nos tornar alvo de processo por “atentado violento ao pudor”, ainda mais se o público estiver efetivando seu papel público. Ou se sair publicado em algum periódico, como já aconteceu com alguns jogadores, boxeadores e cantores.
Já a Gula não… a gula é o pecado dos pecados. Pode ser praticado por todas as idades em quase todos os lugares e à vontade. Alguns estabelecimentos preferem, inclusive, favorecer a prática deste maravilhoso vício.
É o caso das churrascarias e pizzarias no sistema “rodízio”.
Pois bem, tenho minha pizzaria preferida (e que não vou revelar o nome até estabelecer um contrato de merchandising) mas, as vezes, nos sentimos tentados a conhecer novos sabores, ambientes, variedades e etc.
Além da minha pizzaria favorita, existe uma outra que funciona também no sistema de rodízio. Porém ela é pequena, as mesas ficam invariavelmente próximas do forno à lenha e, de tanto aparecermos por lá, já chamo o garçom pelo nome e sou tratado da mesma forma. Se eu virar para o fulano e soltar:
- O Zé, to com vontade de comer uma Califórnia.
Ele vai preparar dois pedaços para meu deleite, mesmo que ninguém mais queira ou tenha preferência por pizza Califórnia.
Retomando o assunto, dizia eu que, por vezes, nos sentimos tentados a conhecer novos ambientes. Encontrei uma pizzaria enorme, três andares, bem iluminada, com estacionamento e que oferecia incontáveis sabores a um preço exorbitante, porém único.
Apesar da demora no atendimento, fomos conduzidos a um salão no terceiro andar onde havia música “ao vivo”, e para meu espanto o cantor não era de todo ruim. Já tive experiências com cantores ruins que foram tão ruins quanto a voz e o repertório dos próprios mas, essa é outra estória..
Após pedirmos as bebidas, começou o desfile dos incontáveis sabores, e aqui peço a licença de uma rápida correção. Não era a diversidade de sabores que deveria ser apregoada como diferencial para aquele estabelecimento mas sim a denominação. Era tudo uma questão terminológica. Por mais que os nomes fossem sugestivos, fiquei impressionado com a repetição de ingrediente. A atendente (que mal atendia) parava na frente da mesa e repetia a cartilha como se fosse um robô, ao término do qual você teria um décimo de segundo para responder sim ou não. Caso contrário a dita “mocinha” virava as costas e você teria que esperar novamente a sua vez.
- O Senhor aceita pizza portuguesa: presunto, mussarele, cebola e ervilha.
- O Senhor aceita pizza de bauru (também fiquei com cara de ué): presunto, mussarela, cebola e tomate.
- O Senhor aceita pizza chilena: presunto, mussarela e catupiry
- O Senhor aceita a pizza da casa “Ele e Ela”: presunto e mussarela
Salvo “Frango com Catupiry” (que consistia em um franguinho seco e sem tempero enfeitado com uma tirinha de requeijão, porque aquilo não era catupiry nem fodendo), atum, brócolis e escarola, arrisco a afirmação de que todas as outras opções tinham como base presunto e mussarela.
A própria pizza dita “Quatro Queijos” me surpreendeu. Ao perguntar para a assistente quais eram o quatro, obtive a resposta de apenas três : mussarela, queijo prato e catupiry (insisto: Catupiry uma porra). Em um raro momento de interação com a atendente, obtive a significativa informação de que a pizza que continha 4 queijos era a de 5 queijos, que recebia o louvor de um bocadinho de chedar.
Questionei se não haveria nada diferente, uma pizza exótica, sei lá… alguma coisa que brindasse meu paladar e combinasse com a Coca Cola (não podia tomar meu chopp. Estamos na lei seca, lembram?)
A resposta foi imediata:
- Temos pizza de Hot Dog : salsicha, molho de tomate e batata palha.
Imaginei a pizza e resolvi de pronto, recusar. Ana Paula fez cara de nojo.
Por incrível que pareça, esta exótica iguaria era a única pizza da casa que levava molho de tomate. Todas as outras eram absurdamente secas.
Até a massa era seca.
Considerando que o pedaço de pizza não tinha borda e a massa mais parecia um pão-sírio ressecado, além de servirem tal “guloseima” em dose homeopática (afinal de contas, como vocês devem ter percebido, o que importa é a variedade) nem a tradição do molho de tomate era respeitada. Qualquer siciliano que por ali passasse faria questão de abater o proprietário e o responsável pela cozinha a tiros. O que entendo ser justo.
Após comer uns três ou quatro canapés, começo a pensar com meus botões:
- Quando quiser comer uma boa pizza, vou lá na Don….. ….. (estou esperando o contrato) e quando quiser variedade, vou ver o Zé. Quanto maior e mais refinado o lugar, pior a comida.
Definitivamente. Existem lugares para aqueles que não tem a menor preocupação em comer bem. Querem mostrar que são capazes de freqüentar um lugar caro e “chique”. Levam suas namoradas e amigos a uma grande mansão, repleta de pizzas… de todos os tipos e espécies. Mesmo que todas tenham os mesmos ingredientes. Ou então, tudo isto não passa de um movimento conjunto entre governo e grupos religiosos ultraconservadores que pretendem, a todo custo, banir o pecado do seio da humanidade. Começando pela gula, um verdadeiro perigo para a salvação da alma.
A ira, a inveja, a cobiça e a soberba podem vir depois. Não são tão nocivos assim.
Não se pode mais nem pecar em paz.
21.07.08. 17:39:49. 1057 palavras, 881 visualizações. Categorias: Críticas Mundanas e Situações Inusitadas , 4 comentários » • Envie um trackback »
Lei Seca
Sempre é interessante termos colaboradores. Depois do fatídico encontro com a Kombi que não anda, e com o Gol evangelista, me aparece a primeira pérola oriunda da lei seca. Tá… reconheço que desta vez não foi comigo, foi com o meu irmão cabeçudo, que minha mãe ganhou como prêmio em um torneio regional de bolas de gude.
Pois bem, esse meu irmão andava indignado:
- Porra!!! Dirigir um carro bêbado não pode; um país inteiro pode.
É claro que tal indignação tem lá seus motivos. Nunca fui um grande ébrio, o que não me impede de exercer por vezes, a boemia. Gosto, não nego, de tomar minha cervejinha de vez em quando, uma cachacinha antes do almoço, uma caipirinha como aperitivo… um licorzinho para ajudar na digestão… sabe como é.. o trivial.
Meu irmão vai pelo mesmo sistema.
Fato é que, se a maioria das pessoas estiverem pensando como nós, haverá brevemente uma grande crise, com altíssimos índices de desemprego, a falência da Ambev, e uma cambada de “borrachos” largados no sofá. Explico: quem bebe, continuará bebendo, e se não pode beber em um restaurante ou barzinho, passará a fazê-lo em casa. Sem sair de casa, nada de movimento em bares e restaurantes; sem bares ou restaurantes, nada de gorjeta para o garçom; sem gorjeta do garçom, nada de cervejinha para os amigos do garçom, e assim nos perdemos em um ciclo vicioso que mingua cada vez mais a já fragilizada economia de nosso Brasil varonil que, literalmente, é movido à cachaça.
Vocês já se imaginaram chegando em um bar e pedindo:
- “Umas batatinha” e “dois suco” de laranja. (por questões regionais, a tradição do “um chopps e dois pastel” continuará em voga)
O governo então, aconselha que você largue seu carro a esmo em algum lugar no meio da rua (normalmente as ruas próximas a bares e restaurantes têm, inevitavelmente, placas de “Proibido Estacionar” ), de forma que, além de morrer em uma graninha com o táxi, pague uma pequena multa, o que eleva em muito o custo-benefício da nossa popular cervejinha.
Se tal determinação fosse proveniente de um governo abstêmio, vá lá… Mas algo de que não se tem notícia no Brasil, é da existência de um governo sóbrio. E isto justifica plenamente a indignação do meu irmão cabeçudo, que minha mãe pegou pra criar quando encontrou o moleque barrigudinho e cheio de verme, comendo terra no sertão do Ceará. (Ele continua barrigudo, mas agora ele é o verme. Sabe como é; evolução)
Puto da vida, eis que meu irmão de calota craniana extremamente desenvolvida tropeça (literalmente), em um carro estacionado em local proibido (pelos motivos supra) nas adjacências de uma região paulistana repleta de estabelecimentos que incentivam seus freqüentadores a “entornar di cum força”. Repara em um papel suspeito (não era multa e não parecia propaganda de pizzaria) preso ao pára-brisa. Como todo bom curioso, vai ver o que é.


Reparou no nome do sujeito?
Preciso falar mais alguma coisa?
10.07.08. 16:10:34. 541 palavras, 554 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 7 comentários » • Envie um trackback »




