Desinfeliz Ano Novo

E lá vamos nós de novo.
Mais um ano começa, outro ano acaba. Novamente se renovam os votos de felicidades, saúde, prosperidade, sucesso, “muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender…”
Vamos nos reunir todos para ver e participar da queima de fogos, maldita queima de fogos. Explico rapidamente: tenho um cachorro, e os tímpanos do Sr. Bonifácio Costa Lima são sensíveis a fogos de artifício. E os meus aos latidos desesperados do dito cujo.
Mas dizia eu que, novamente vamos contemplar a queima de fogos, abrir uma garrafa de champagne (na maioria das vezes uma cidra vagabunda de maçã, que todo mundo insiste em chamar de champagne. Coisa de terceiro mundo - perdoem a expressão fora de uso, mas continuamos sendo terceiro mundo, apesar de acreditarmos estar em desenvolvimento), abraçar aquele parente filho da puta que aparece na sua casa só para filar a ceia, aquele primo pentelho que te atazanou o ano todo e agora avança em sua direção com os braços abertos e te deseja um “Feliz Ano Novo".

Andei pensando com meus botões, e convido os distintos leitores a fazerem uma reflexão: Há trinta e poucos anos (vamos manter isto nos poucos) ouço a mesma coisa: “o próximo ano será melhor”, “no próximo ano serei uma pessoa melhor”, “o governo continuará trabalhando – quando foi que o governo trabalhou? – para que o próximo ano seja ainda melhor”. O curioso, é que continua sempre a mesma coisa. Tá, admito, muita coisa mudou nos últimos 30 anos (vamos deixar os poucos pra lá) mas o desejo e a vontade de que tudo seja “melhor” continuaram os mesmos.

A pouco, estava ao telefone com um amigo, e disse a ela que iria colocar uma bermuda e subir até o jardim para tomar a chuva que se aproximava (considerando que já estamos no verão, prometia ser uma senhora chuva). Ela achou muito estranho, este meu súbito desejo de tomar chuva. Existe alguma forma mais saborosa de aproveitar o verão do que tomar chuva? Tudo bem… tudo bem… tem praia, tem piscina, opções à rodo, mas eu adoro chuva.

Trabalhamos como formigas alucinadas para conquistarmos aquela parte do “muito dinheiro no bolso” e esquecemos de desfrutar os pequenos prazeres e tomar chuva.

Em tempos idos, você encontrava um amigo que não via á tempos e dizia:

- Nossa! você está sumido!

Normalmente o motivo era:

a) o sujeito casou e mudou-se para a Vila Mimosa
b) o sujeito trocou a metrópole por outra cidade, no interior
c) o sujeito foi para outro bairro em outra cidade e estava ali só para visitar a mãe e rever os amigos.

Hoje, você encontra um amigo, daqueles do tempo de roubar goiabas no quintas alheio, e diante da exclamação supra a resposta, inevitavelmente é:

- Sabe como é né, muito trabalho…

O sujeito não se casou, não mudou de casa, não mudou de bairro, não mudou de cidade, continua no mesmo lugar onde sempre esteve sendo que a única coisa subtraída de sua vida foi a bendita goiabeira que a vizinha mandou cortar a 15 anos.

Esquecemos de subir na goiabeira da casa vizinha; esquecemos até mesmo de plantar uma goiabeira em nosso quintal (que quintal? Se o sujeito não mora em apartamento, no mínimo transformou o quintal em garagem) para que os vizinhos tivessem onde subir. Deixamos de aproveitar a vida da janela, o contato com os vizinhos, o prazer de reunir os amigos na calçada apenas para jogar conversa fora.
Utilizamos a internet e softwares de comunicação para conversarmos com o sujeito que está fazendo intercâmbio em Bornéu (sei lá onde fica isso) e não temos a menor idéia de quem seja nosso vizinho de porta.

É por estas e outras que estou desejando a todos os meus amigos, alunos, colegas de trabalho e qualquer ser perdido por estas páginas que tenha um desinfeliz ano novo. Desinfeliz, para que não desejemos apenas coisas novas e mudanças supraterrenas. Desinfeliz para que tenhamos a capacidade de resgatar os pequenos prazeres.
Desinfeliz para estejamos próximos e amigos, e que finalmente o trabalho permita que nos encontremos mais vezes, para um café, para uma cervejinha (se o governo tomar vergonha na cara e entender que não é a cervejinha depois do trabalho o problema das vias públicas) ou mesmo para uma conversa de janela.
Desinfeliz para deixarmos nossa vidinha medíocre de lado, e dedicarmos alguma atenção ao que realmente importa que, cá entre nós, não é tão complicado assim…

DES IN FELIZ ANO NOVO.

por Fransmar
30.12.08. 10:10:45. 790 palavras, 481 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 6 comentários »Envie um trackback »

Aviso aos Incautos

Devo hoje elaborar uma prova que será aplicada como quinta avaliação à alunos relapsos (é relapso sim, o cara consegue ficar de recuperação em filosofia fazendo prova com consulta, tem que ser tão genial quanto o Celso Roth para conseguir tamanho feito) e, em virtude da possível conquista do hexa-campeonato pelo glorioso tricolor paulista, entrarei em retiro e meditação até a hora do jogo.
Elaborarei a referida atividade após o jogo, portanto, torçam muito… muito mesmo.

por Fransmar
30.11.08. 14:01:44. 81 palavras, 486 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 5 comentários »Envie um trackback »

Viva a Democracia...

Prezados Atenienses,

Juro que estou tentando me manter neutro nesta questão, mas após receber inúmeros e-mails solicitando comentários acerca da eleição presidencial americana (tá… foram só 3), resolvi me manifestar.

Primeiramente, não consigo entender a eleição ademocrática (uma vez que é realizada por delegados distritais) dos defensores da democracia.
Me parece que é um tanto contraditório mas, a voz do povo, “praqueles” lados, não é a voz de Deus. É claro que, por uma questão de tradição e respeitabilidade, os delegados votam naqueles que são alvo de maior aprovação pública. Porém, isto não é uma obrigação.

Por outro lado, já começaram as insinuações maldosas e comentários infelizes.
Por exemplo, a bela Sarah Palin (dona de uma beleza exótica que só pode ser produzida no Alaska)recebeu um telefonema de uma rádio de Quebec (Canadá) onde o interlocutor, usando um inglês carregado em sotaque francês (como o falado no Canadá) identificou-se como o presidente francês, Nicolas Sarkozy. O que não me surpreende em nada, dado o repertório cognitivo da moçoila, foi o fato de, em momento algum, a candidata a vice desconfiar de alguma coisa. Mesmo depois de combinarem uma caça aos patos. Como no Alaska os patos são raros, talvez Sarah Palin se mostre mais empolgada com uma caça às focas, e lá se vai o meio ambiente.

Outro destaque que merece as luzes da ribalta foi o comentário de Silvio Berlusconi, rei das pérolas - praticamente uma Carla Perez italiana - que parabenizou o povo americano por eleger um presidente “jovem, bonito e bronzeado". Dispensando maiores delongas, observamos o quanto as nações européias estão levando esta eleição à sério.

Seriedade é o que se espera pura e simplesmente dos presidentes latino-americanos. Evo Morales louvou a ascendência do senador Barack Obama e espera maior apoio para a América Latina, o mesmo fez Hugo Chavez (pasmem!) tentando melhorar as relações comerciais com o fornecimento de petróleo. A Colombia continua esperando dinheiro para combater as FARC e Lula preocupa-se com a pesquisa do Etanol. Cuba já fala em aproximação e suspensão do embargo. Todos fatos negados por Obama durante a campanha, dando uma de liberal-conservador, como se uma síntese dialética dessas fosse possível.

É por este motivo que o Diário Indiário está enviando um correspondente oficial para a sede do partido democrata, onde, em breve, teremos novidades acerca da transição de governo e as expectativas dos governantes em torno do mundo.
Como você vai saber o que aconteceu?
É só ouvir o nosso Podcast. Como? Que Podcast?
Entra lá e vê.

www.paparazzo.diarioindiario.com

Agora vamos meter a boca no trombone.

por Fransmar
12.11.08. 14:31:58. 471 palavras, 340 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , Deixe seu comentário »Envie um trackback »

O Strike de Míron

Pois bem atenienses;
Estou retomando as atividades.
Na realidade me senti acanhado em manifestar aqui opiniões que não seriam neutras quanto à motivação corrente. As eleições acabariam por me induzir a falar mal de tão dóceis criaturas que, na melhor das intenções, colocam seu tempo e sua reputação social à disposição do bem comum em troca de um salário furreca que não chega a R$ 15.000,00. É claro que a verba de gabinete é bem maior do que isto mas, todos são cumpridores da lei e não se deixam seduzir por vantagens do cargo. Tudo pelo bem comum.
Como os senhores devem ter acompanhado a baixaria eleitoral, viados para cá e vacas para lá, não vou perder meu tempo – nem o de vocês – discutindo estas mazelas.

Vou retomar as atividades do “Indiário” com a clássica sessão de alegorias pedagógicas.
E lá vamos nós.
Estava eu reiterando a experiência de um curso de estética filosófica ilustrado pela arte. Como a experiência passada não pode ser considerada muito proveitosa em função do “Homem do Polichinelo” (veja aqui), resolvi substituir algumas ilustrações e, para ressaltar a perfeição buscada pelos gregos a partir da simetria e do movimento, como possíveis causas para representar a realidade transfigurada em beleza artística inseri na apresentação uma foto do “Discóbulo”, escultura do aclamado Míron, escultor ateniense dos idos de III ou IV (séculos, óbviamente) a.C.

Discóbolo - Míron

É lógico que não me espanto com mais nada. Quando você acredita que já ouviu de tudo e que nada mais é capaz de causar assombro, percebe-se que sempre podemos contar com nossos queridos e estimados aluninhos. A pergunta imbecil vem lenta, vagarosa, cautelosa até, eu diria, porém fatal.
Diante da imagem esculpida pelo famigerado grego, eis que um sujeito pensante ergue-se da malta para proferir aquelas heresias que os leitores do D.I tanto amam:

- Quê que esse cara ta fazendo professor? Jogando boliche?

Dá vontade de responder:

- Claro meu pequeno acéfalo. Jogando Boliche. Os gregos tinham uma visão estupenda dos esportes e atividades lúdicas do futuro. Eles adoravam jogar contra os ingleses, só que não tinham muita noção de proporção, eram meio burrinhos sabe!? E como os pinos esculpidos eram muito caros eles arrumavam pedrinhas em círculos para poder realizar seus “strikes”. Eles viajavam milhares de quilômetros até as ilhas da Bretanha para jogar com os druidas celtas. Alguns pinos estão postos lá ainda. Já ouviu falar em Stonehedge?

Claro… mas eu me contenho pois afinal, pensava que pior do que isto não poderia ficar.
Ledo engano.

Algumas imagens adiante, apresento a imagem de Zeus em Olímpia, escultura de Fídias, uma das 7 maravilhas do mundo antigo. Incrédulo com a descrição de que a imagem era imensa e totalmente entalhada em marfim com fundição em ouro, um de meus pupilos quis saber o que acontecera com tanta exuberância artística, a ponto de contemplarmos tal maravilha em nossos dias.
Respondi que havia sido destruída e as fontes são divergentes entre um terremoto ou uma guerra contra bárbaros.
Zeuz em Olímpia

Indignado com a possibilidade de destruição de tão estupenda obra de arte ter encontrado seu fim diante da ignorância humana, meu pragmático – e porque não utilitarista – aluno proclama em alto e bom som:

- Burros! Poderiam ganhar muito mais com turismo.

Penso em escrever uma monografia sobre o desenvolvimento do turismo no século V a.C.
São estas possibilidades que nos abrem os horizontes.

por Fransmar
01.11.08. 17:08:55. 618 palavras, 651 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 4 comentários »Envie um trackback »

Vox populi vox dei

Eleições (Juro que estou tentando ficar quieto)

Sim atenienses. Para aqueles que me conhecem, sabem o quanto deve estar sendo complicado para este que vos escreve guardar algum silêncio sobre os eventos das últimas semanas. Para os que acompanham o “Diário” com alguma infrequência, já devem ter percebido também que minhas manifestações nas últimas semanas tem sido reduzidas a praticamente nenhuma.
O motivo?
Ora senhores. Não sou um homem de respostas.
Mas posso garantir que não tem sido falta de assunto.
Fato é que, tudo o que tenho pensado ultimamente, desemboca em um único tema. Eleições.
Portanto, aguardarei a passagem deste período, para que não possa doer na consciência de ninguém minha revolta.
Não vou fazer campanha. Não vou citar nomes. Evitarei qualquer comentário maldoso.

Mas, algo está quase escapando desta minha mente torpe…

Posso assegurar aos senhores que já acreditei na democracia.
Nasci durante a ditadura militar, reconheço que já em seus últimos anos, mas ainda assim, acompanhei um certo “silêncio obsequioso” por parte da intelectualidade brasileira, sob pena de serem convidados a proferir suas idéias bem longe daqui ou imobilizarem a língua enchendo a boca de formiga.

É com certo orgulho que posso me considerar o mais novo subversivo da história deste país, já que cresci com meus primos ouvindo as músicas do Chico Buarque (que à época curtia férias forçadas na Itália) e, entre cinco e seis anos de idade, acabei por ensinar as crianças da EMEI Profa. Laura Funfas Le Sueur a cantarem “Geni e o Zepellin”, o que fez com que a diretora do referido estabelecimento de ensino convidasse minha mãe a prestar alguns esclarecimentos educacionais. Como minha mãe não é nenhuma alcagüete, disse que eu devia ter aprendido aquilo, “ouvindo por aí”.

Se me permitem o comentário, devo dizer que foi realmente emocionante. A “tia” queria que todos cantassem a musiquinha da Dona Aranha, mas os meninos, em uníssono e aos berros, entoavam “JOGA PEDRA NA GENIIII… JOGA BOSTA NA GENIIIIIIII…. “. Lindo senhores. Só posso definir este ato libertário como a maior manifestação política em Jardins de Infância de todos os tempos. E EU liderei o movimento… ó! EU!. Sinto orgulho de minha história política.

Mas, todo este meu histórico de lutas me faz hoje calar.
Não porque não tenha o que dizer, mas estou tão decepcionado com o povo brasileiro que já estou até achando que o governo é merecido. Cada povo tem o governo que merece.
Um povo que lutou pela liberdade e tomou praças, ruas e avenidas nas “Diretas Já”, agora aceita cabisbaixo que lhe digam o que podem e o que devem. Aceitam serem abordados sem motivo aparente, apenas por um “procedimento de rotina”, e serem lançados à vala da marginalidade, obrigados a fornecerem provas contra si, uma vez que cometeram o bárbaro crime de consumir uma cervejinha, ou ainda, a nossa tradição interiorana, orgulho de nossas exportações, nossa bem amada cachacinha.

Abusos, acidentes de trânsito, zelosos por nossa segurança? Sim… claro… claro…
Alguém já pensou em educar?

Um povo que por cinco vezes tomou as ruas para saudar seus campeões mundiais. Um povo de tantas glórias e conquistas e que anda ultimamente aceitando como argumento político que, são paulino vota em são paulino, palmeirense vota em palmeirense, santista em santista, e corinthiano em corinthiano. Não desejo de maneira alguma que os senhores pensem que estou me referindo ao Dinei. Objetaria meu ilustre amigo Abimael Forquilha, que Dinei nunca jogou pelo Corinthians; mas colaborou bastante com o clube enquanto prejudicava o Internacional, a Portuguesa, o Coritiba, o Guarani e outros clubes por onde andou, não permanecendo por mais de um ano em cada um desses; com exceção do próprio Corinthians e da Portuguesa Santista, esta última por falta de opções e sem ter quem contratar. Puxando pela lembrança disse eu a Bima:

- Pô, claro que jogou. Em noventa! Lembra?

Ao que Bima retrucou imperativamente:

- Opa. Defina “jogar”.

Concluímos que o candidato em questão nunca jogou propriamente. Dinei chegou a entrar em campo com a camisa do Corinthians, levar criancinha pela mão, posar para foto, xingar adversário, gritar com o juiz mas, jogar propriamente, não jogou. Na realidade, chegou apenas a freqüentar o Parque São Jorge em situações que o favoreciam mediante a qualidade do elenco. Motivo pelo qual é o único tricampeão brasileiro da história do clube. Mas a questão não é futebol e tampouco a carreira do Dinei. Ainda segundo o Bima, é melhor falar na “trajetória” do Dinei, uma vez que a “carreira” do Dinei pode ser interpretada com certa ambiguidade.

Lembro ainda de um artigo escrito por Bima que comentava as qualidades de Dinei e sua importância para o desenvolvimento técnico do futebol brasileiro. O comentário não era propriamente sobre o Dinei, mas sim sobre o Diego Tardelli e sua estada no CT de Cotia.
Vale uma citação.

Conhecido como “O Cadeião do Gordo", o CT de Cotia é uma espécie de Febem para são-paulinos. Os maus tratos são tantos que, para se ter uma idéia, Cilinho chega a exigir dos atacantes que acertem o gol, prática totalmente obsoleta no futebol brasileiro desde a profissionalização do Dinei.

(Cf. FORQUILHA, Abimael, Pra que lado eu chuto?, 2005)

Tardelli que, durma-se com um barulho desses, será um fortíssimo candidado a candidato caso as coisas continuem neste galopar asnino.

Caso você queira um site sobre futebol e esportes, recomendo que você faça uma visitinha ao “Comancheiro Futebol Chope”.

Voltemos à política.

Andei olhando os candidatos.
Observei. Pesquisei alguma coisa sobre planos de governo.
Decidi que é melhor não relaxar e gozar em um momento crítico.
Penso também que é interessante ter uma posição firme e não viver sobre o muro.
Da mesma forma que “FAZER”, como andam propagando por aí, não é maquiar e sair pintando antigos postos de saúde dizendo que é novo e inaugurar como se estivesse sendo entregue à população novinho.

Não aceito o governo de alguém que se compromete a exercer o mandato até o final e pede pinico no meio do jogo porque tem “um cargo melhor” disponível. Tampouco os amiguinhos dele.

Não aceito também que aqueles que têm, ou dizem ter, um passado de luta contra a repressão sejam determinantes nas ações e venham dizer a cidadão livres o que fazer ou não. Lutaram pela liberdade para, “democraticamente” impedir-nos de ser livres?

Porém, o processo está caminhando.
Vivemos a sociedade da ignorância e da burrice acomodada. É… é triste. Muito triste.

Mas eu mereço.
Cada povo tem o governo que merece.

Só gostaria de saber se tem “estágio probatório” para prefeito e vereador, como estão fazendo com aqueles que são aprovados em concurso público. Se o cara não prestar, podemos trocar em 6 meses?

Só para finalizar.
- Alguém pode me dizer quais são as qualidades políticas da Lacraia e do Serginho Malandro? Ou vamos todos ficar por aqui fazendo “Glu glu” e dançando a “Éguinha Pocotó"?

Viu como era melhor eu ter ficado quieto.

por Fransmar
02.10.08. 21:18:53. 1253 palavras, 668 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 8 comentários »Envie um trackback »

<< 1 2 3 4 5 6 7 8 9 >>