Arte contemporânea e música brasileira ou, como fazer um Axé.

Retornei à vida acadêmica.
Após um rápido período de afastamento motivado por atividades condizentes à ordem pública, e percebendo que não conseguiria estabelecer nenhuma ordem nesta josta – e portanto ordem pública é um paradoxo – resolvi retomar minhas pesquisas e adentrar ao curso de mestrado em uma conceituada universidade.
O contato direto com alguns professores conhecidos outrora, me fez reviver experiências saborosas das quais me afastara. Como consegui sobreviver sem este rol de debates e discussões edificantes que tanto contribuem para meu desenvolvimento epistemológico?

Fato é que, lá pelas tantas, o filho de Dona Adriana deparou-se com uma aula sui generis acerca da pertinência da arte na contemporaneidade.
Nunca fui grande apreciador da arte contemporânea. Na realidade, entendo que tal manifestação “artística” só venha a corroborar a tese defendida pelos gregos antigos que diziam ser a arte mera reprodução imperfeita das idéias transcendentais e, portanto, não possuíam valor de verdade.

Como filósofo, acredito piamente no 32º versículo do 8º capítulo do evangelho de São João. Súbito, surge um mestre que me faz observar que o explendor da manifestação artística está intimamente ligado à significação e dignificação do ente frente a um valor de linguagem.
Ué? É arte ou é linguagem? Posso até entender que muitas práticas artísticas sejam significantes, plenas de valor semântico, semiótico e fenomenológico mas, observando bem a linguagem de nossos dias fico imaginando o quão artístico e poético ela possa se mostrar.

Por exemplo, a musicalidade brasileira sempre foi uma de nossas mais sublimes manifestações artísticas. Que o digam Tom, Vinícius, Chico e outros.
Zeca Baleiro e Zé Ramalho seriam pura expressão lingüística. Ouça aqui.

Outro que merece as laudes é Arnaldo Antunes, com o clássico “Não é o que não pode ser que não é”. Pura concepção metafísica.

Mas então chegamos ao entrave da musica no século XXI, com o funk, o axé baiano, a banda Calypso (uma espécie de axé paraense com tendências técnicas a reproduzir a voz arranhada de Aretha Franklin e Bruce Springstem, com ênfase na alegria e na animação – TODO MUNDO COMIGO… ) e o pagode.

Não estou falando de samba de roda, samba propriamente dito ou o samba do malandro. Estou falando de pagode mesmo. Aquela música que o sujeito faz normalmente motivado pela inspiração do momento defecativo onde, casualmente manuseia um aparelho celular (já que dificilmente saberia ler – o que seria comum ocorrer neste momento entre pessoas cultas) e acaba mandando um torpedinho para a amada.
Talvez por este motivo, a maioria dos pagodinhos tenham em suas letras

- Me telefonaaaaa…. no celulaaaarrrrr….

- Me ligaaaaa… manda um telegramaaaaa…. uma carta de amooooooorrrrrr….

Sem contar que as melodias são praticamente idênticas. Por falar em melodias idênticas, os senhores devem imaginar como se produz uma música de Axé Baiano (O baiano, não o paraense; por mais que sejam semelhante em estilo há uma ligeira distinção cultural motivada pelo sotaque) com genialidade.

Dois indivíduos absurdamente musicalizados e favorecidos por uma rica cultura rítmica encontram-se, invariavelmente, na ladeira do Pelô (em sentidos opostos, um subindo e outro descendo) e, por questões de cordialidade, iniciam um processo de saudação civilizada. O diálogo segue, mais ou menos, nestes termos:

- Aê!
- Aê!

- Ei!
- Ei!

E após esta eloqüente conversa saem rodopiando com os indicadores apontados para o céu e cantando:

- ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔOOooooooooo

Não tem como não chamar de artísta.

por Fransmar
15.02.09. 11:45:23. 617 palavras, 1013 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 6 comentários »Envie um trackback »

Presença de Espírito

Sempre admirei a presença de espírito.
Algumas pessoas tem a sagacidade, a mente rápida e a eloquência que na maioria das vezes é a plena distinção entre a estupidez exacerbada e a genialidade.
Tenho por hábito, iniciar o curso de filosofia com algum exercício maiêutico, ou seja, diante da manifestação de algum voluntário, vou colocando uma questão sobre a outra até que alguma coisa interessante aconteça. E sempre acontece.

A coisa ocorreu mais ou menos nestes termos:

Questionado sobre “Quem” era, um aluno respondeu:

- Sou Fulano!

- Mas este é o seu nome, e seu nome não define quem você é.

- Ah professor… sou um cara legal, extroverdido, que gosta de se divertir…

- Mas aí você está me respondendo “O QUE” você é.

- Bom… então sou um ser humano, que tem livre arbítrio….

- Ahhhh… Livre arbítrio… que bonito. E o que é o livre arbítrio?

- É o que me faz saber o que é certo e o que é errado.
`
Por esta altura do campeonado, o menino já deveria estar, se não confuso, ao menos com o saco cheio. Pensei com meus botões: Agora é a derradeira.
Soltei:

- E o que é certo?

Neste momento o semblante do garoto se iluminou, porém, uma luminosidade diferente… daquelas que não se vê todo dia.

- É o que Deus escreve em linhas tortas.

Preciso dizer mais alguma coisa? Isto é presença de espírito.
Gostei do sujeito.

por Fransmar
05.02.09. 23:11:49. 252 palavras, 515 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 10 comentários »Envie um trackback »

Momentos de exaltação da inteligência humana

Sim, sim atenienses…
Muito da inteligência humana contemporânea deve ser exaltado. Principalmente após grandes pensadores dedicarem boa parte do seu tempo nas reflexões epistemológicas acerca da origem do entendimento.
John Locke escrevia, em seu “Ensaio sobre o Entendimento Humano” que o homem é uma “távola rasa”, ou seja, uma folha em branco, sobre a qual podemos escrever e traçar todas as características necessárias do pensamento a partir da experiência. René Descartes, em suas “Meditações Metafísicas”, sugeria que a dúvida hiperbólica teria valor inicial na constituição do método para o desenvolvimento do processo cognitivo enquanto que Rousseau, Leibniz, Kant, Hegel e Platão, também dedicaram algum tempo e boas páginas a respeito do assunto. Entre os educadores, Jean Piaget e Vigotsky merecem destaque.
O que me surpreende é que, mesmo com tanto desenvolvimento acerca dos procedimentos educacionais, epistemológicos, cognitivos, racionais e lógicos, alguns seres (que não merecem esta denominação, convenhamos), insistem em sair por aí aprontando as maiores peripécias que só poderiam ter origem na inteligência humana.
Os casos brevemente descritos abaixo, são oriundos de contribuições de dois leitores que, preocupados com a sanidade mental dos visitantes desta página, resolveram compartilhar momentos marcantes de auto-flagelo intelectual expondo o ridículo alheio a público.
Se é montagem ou não, não irei julgar.

Primeiramente, Caio César nos remete o caso de um criminoso catarinense que, em uma distração lingüística, foi surpreendido em seu delito sem direito ou contestação de provas, como assegura a imagem abaixo. Não se pode negar que é um sujeito, no mínimo, “cliativo”.

No segundo momento, meu caro irmão Rubens Ressutti, cuja orbe plantada sobre seu pescoço já foi tantas vezes louvada nesta página, capta uma imagem televisiva (duvido que ele tirou a foto, mas vamos dar crédito) onde o jornalista consegue uma entrevista exclusiva por intermédio de uma sessão de “mesa-branca” ou diretamente do Hades. Resta saber quais informações o empresário entrevistado passou para este gênio que, diante de tamanho esforço, deve ser imediatamente agraciado com o prêmio Pulitzer.

É isto mesmo. Contribuam com esta página. Assim poderemos lançar um movimento intelectual de maneira tal que, me acuda Oxalá, a ignorância seja banida de nosso meio. A propósito, é sempre bom ter ignorantes por perto e, portanto, os senhores podem desconsiderar esta minha última consideração. Afinal de contas, sem a ignorância, estaríamos rindo de quê?

por Fransmar
30.01.09. 13:16:44. 434 palavras, 474 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 5 comentários »Envie um trackback »

Amigos, amigos... desaforos à parte.

Pois bem atenienses, admito que este “causo” não aconteceu comigo. Até porque é muita desgraça pra um cristão só presenciar todos estes desaforos. Mas até que este foi bonitinho. Vamos aos fatos.
Tenho uma amiga, que é uma gracinha, professora de história, menina culta, esforçada, inteligente e faladeira – aliás, fala pelos cotovelos – que atende pelo nome de Daniela. A Dani (desculpem a intimidade) por sua vez, tem amigos que têm amigos, o que casualmente força a pobre coitada a conhecer algumas daquelas pessoas que, caso não resolvessem abrir a boca, passariam bem se despercebidas pela plebe. Aliás, esta estória de conhecer amigo de amigo nos leva a refletir sobre o processo seletivo que deveríamos ter com a malta que nos cerca, pois convenhamos, o sujeito que te apresenta uma criatura estapafúrdia que profere aleivosias ao “deus dará”, não merece consideração nenhuma e sequer ser chamado de amigo. Enfim, Deus sabe o que faz…

Dizia eu que uma amiga de um amigo da minha amiga (desculpem o texto repetitivo mas, depois desta, garanto que esta é minha menor preocupação) que a Dani teve a infelicidade de conhecer, tentou estabelecer contato com o mundo civilizado sem o sinal característico de “leve-me ao seu líder”, e resolveu despejar toda sua cultura e conhecimento sobre minha amiga de forma que esta veio a sofrer um processo neuropsíquico de pré-surto em virtude dos descalabros professados por outrem. Tomada pela angústia da não compreensão de tamanha ignorância, minha amiga Dani – de quem, em virtude desta como poderão perceber, não faço questão de conhecer os amigos – resolveu abrir o coração para este que vos escreve e assim, acabou por inspirar-me para castigar meu pobre teclado a fim de que possa compartilhar convosco (amigo é para essas coisas) estas mal traçadas.

Na tentativa de comunicação da referida quadrúpede (pois convenhamos novamente, se um bicho desses cair de quatro, morre pastando), papo vai, papo vem, chega o momento em que outrem sempre tenta invadir a privacidade de altrem, - doravante usarei “outrem” para a amiga do amigo e “altrem” para minha amiga (é um neologismo, sei disto, ambos significam, ou deveriam significar alguma relatividade aos outros. Ta, tentarei não ser prolixo), apenas para não encher o saco do leitor – e a pergunta fatídica surge como se fosse a coisa mais natural e original do mundo:

- Mas você faz o quê da vida ? – perguntou outrem.

A inocência da Dani fez com que ela respondesse a pergunta. Caso fosse uma menina pouquinha coisa mais experiente, saberia de pronto que a resposta causa sérios transtornos quando respondemos que somos professores, ou mais ainda, quando somos professores humanistas. No primeiro caso, a pergunta indefectível vêm emendada : Ahh … mas você não trabalha ? Só dá aula ? O que geralmente nos faz morder a língua para conter uma resposta que os seres civilizados não veriam com bons olhos e a vontade de encaminhar outrem para a, perdoe Vinícius, tonga da mironga do kabuletê; enquanto um fio de suor gelado escorre pela espinha.

Não. Dani não possui tamanha malícia e, gentil, respondeu: Sou professora.
Como este questionamento é pertinente ao segundo caso, a reposta de Dani imediatamente atiçou a curiosidade de outrem que lascou: De quê matéria?
Ao que Dani, sempre amável, elucidou: História.

Pronto. Os pré-requisitos para uma malfadada peripécia executada por aqueles que normalmente tem plena certeza do que dizem, estavam firmemente alicerçados na mente maligna de outrem.

Disse a donzela:

- Que legal! Eu assisti um filme ótimo, baseado em fatos históricos, e amei! Você deve ter assistido também. Pirebou.

É isso mesmo. Não há erros de digitação – pelo menos nessa palavra – e Dani encontrava-se frente a frente com o maior mistério de toda a História: Pirebou.

Para que não restem dúvidas, vou soletrar (como se fosse possível!) e peço aos gentis atenienses que tenham paciência e imaginação para ler, vagarosamente, com muita ênfase e sonorizar, até onde se pode, cantadinho.

P – I – R – E – B – O – U .

Dani, neste momento, já bege, questionou outrem de forma que pudesse superar os limites de sua própria ignorância e elucidar o caso.

- Que filme é esse?

Novamente, como já mencionei mais de uma vez, surgiu nos lábios da referida moça aquele sorriso de “eu seeeei, você não saaabe”, que esclareceu finalmente sobre o que tratava a obra citada.

- Aquele filme sobre a segunda guerra, quando os japoneses atacaram as forças americanas no Hawai… com um monte de avião que se jogavam nos barquinhos…

Já sabem o nome do filme?

Pearl Harbor.

Agora, fala se eu mereço.
Este site vai acabar virando um divã. Só compartilhando mesmo.

por Fransmar
23.01.09. 21:09:05. 828 palavras, 400 visualizações. Categorias: Crônicas do Mundaréu, Críticas Mundanas e Situações Inusitadas , 15 comentários »Envie um trackback »

Férias e Pombas!

Férias…
Momento tão esperado no ano, onde planeja-se o máximo para que se faça o mínimo.
A oportunidade perfeita de extravasar as energias acumuladas e – caso o sujeito não opte apenas em volver seus músculos glúteos para a estratosfera (vulgarmente conhecido como “bunda pra cima”) – pode-se aproveitar o tempo com a recuperação de algumas formas há muito perdidas. No meu caso, a forma roliça.
Pois bem, aproveitei alguns dias destas pseudo-férias (depois conto o motivo das pseudas) para dedicar-me à prática esportiva.
É óbvio que meu refinado senso de observação do comportamento antropo-social, em dias ouriçados, estavam à toda e não pude conter o ímpeto de aventurar-me nestas mal-traçadas.
Como os senhores já devem saber, sempre que tenho um tempinho ou oportunidade, tento jogar tênis. Tudo bem, quem já me viu rebatendo bolinhas pode considerar que o termo jogar não está muito bem aplicado mas, faço o que posso. Afinal de contas, sou um intelectual – o que também é questionável – e se possuísse qualquer habilidade físico motora, seria um atleta.
Sai cedinho – é mais fácil encontrar adversários de idade avançada e pouca prática neste horário – e fui todo faceiro para o clube do qual sou sócio (e que não vou dizer qual é uma vez que não pretendo encontrar alunos de olho no meu jogo, ou fazendo desafios aos quais não estou interessado) e comecei meus exercícios de aquecimento e alongamento. Os senhores devem imaginar a cena de maneira grotesca, e eu considerava isto tudo como frescura e baitolice (como se diz no Ceará) até o dia em que percebi não ter mais 15 anos e ser acometido por uma estranha dor lombar.
Dizia então que, estava eu aquecendo e alongando quando surgiu um pseudo aniversário. Raquete a tiracolo, tipo franzino, esguio, com o andar meio manquitola e um pouco de pele sobrando embaixo dos braços. O filho de Dona Adriana olhou para o sujeito e sussurrou para seus botões: “É esse mesmo!”

Só para atender a curiosidade de vocês, meu adversário deveria beirar os 80 anos. Mais de 70 com certeza.
Para encurtar a estória, após apanhar mais do que partidário do governo sendo interrogado pelas FARC – 2 sets a 0 pro velhinho : 6x4 6x2. – e perceber que não posso subestimar meus opositores por mais frágeis que pareçam – dizia o velho sensei – resolvi esfriar a cabeça na piscina e observar a fauna.
Como o senso comum fica feliz quando vê água! Parece até uma tribo nômade de Tuaregs abandonando seus camelos esbaforidos e correndo para a enorme poça no oásis que se descortina diante de seus olhos. Diria o poeta carnavalesco: “Quanto riso, oh, quanta alegria”.

Imediatamente à minha frente, conforme a ordem de entrada para o “parque aquático”, estava uma família composta por 2 crianças estabanadas, uma adolescente fresca e uma mulher gorda enrolada em um lençol (é muita generosidade chamar aquilo de “canga”). Ocorre senhores que, talvez por questões higiênicas ou alguma daquelas regras absurdas da vigilância sanitária, existe em meu clube, como na maioria dos clubes, uma espécie de esguicho em forma de pentagrama (o arquiteto possivelmente era templário) pelo qual todos devem passar tomando assim uma ducha fria antes de cair na água. Para fins meramente ilustrativos, reproduzo abaixo imagem do atípico chuveirinho para que os senhores acompanhem a narrativa de forma visual. A foto foi retirada do site da supra-citada associação, antes que os senhores pensem que saio por aí tirando foto de chafariz.

Voltando à narrativa, passaram as crianças, serelepes como dromedários sedentos, passou a distinta senhora fazendo o chão tremer e dando uns pulinhos desengonçados e…, a jovem menina começou um processo - como toda menininha fresca - de “vou não vou", tentando argumentar que a água era fria e ia molhar o cabelo e que “eu não quero passar nesse troço!” fazendo bico de menina mimada.

Ora minha filha, se você não quer molhar o cabelo, não vá para a piscina. Talvez para evitar esse tipo de entrave, os sábios administradores do clube que frequento criaram um “solarium” onde a vivente pode estirar-se e tomar seu sol, sem o risco de acrescentar cloro à fórmula de seu condicionador capilar.

Mais ou menos por esta altura do campeonato, a senhora rotunda (gordo fica pejorativo?), já com a paciência por um fio, solta de lá: Anda logo Paloma! Deixa de frescura!

Peço aqui a licença para recorrermos a um dicionário de espanhol.
Paloma = Pomba

Imaginem se eu não tive vontade de soltar um: Pombas, Pomba. Desentope daí!

Tudo parecia correr para um fim pacífico quando Paloma, cujo cérebro demonstrava ser semelhante ao de seu homônimo penoso, solta o derradeiro argumento: mas mãe, vai molhar minha toalha!

Não sei se os senhores reparam na foto mas, existem vãos – um à direita, outro à esquerda – pelo qual com um mero movimento do braço – à direita ou à esquerda, conforme as habilidades de cada um – um objeto de pequeno porte pode ser transportado sem maiores problemas ou úmidas conseqüências. Ou ainda, existe um murinho na altura de aproximadamente 1,20m ao lado da entrada da piscina, onde pode-se apoiar alguma coisa pelo lado de fora a fim de que seja devidamente resgatado pelo lado de dentro.
Pombinha deu novas mostras de seu gênio engenhoso (perdoem a redundância).
Grita de forma histeria e a plenos pulmões, de forma que todos na piscina ouvissem e parassem o que estavam fazendo para observar a cena.

- Vou jogar a toalha por cima e você pega aí ?

Adivinhem o que aconteceu?
Óbvio! A toalha caiu, só e desamparada, no meio dos esguichos de forma que não teria mais nenhuma funcionalidade frente aos fins para o qual fora planejada.

Paloma praticamente foi aos prantos.
A senhora robusta (gordo não é elegante né?) deu as costas e fingiu que não conhecia.

Eu pedi licença gentilmente e, gargalhando, empurrei a pomba de lado, pisei na pomba caída no chafariz e fui para a pomba da piscina.

Pombas, Pomba!

por Fransmar
16.01.09. 15:12:32. 1057 palavras, 498 visualizações. Categorias: Críticas Mundanas e Situações Inusitadas , 12 comentários »Envie um trackback »

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