| « | o órfão que esperou pra nascer » |
mim para mim
mim para mim
Saía do MAM, Museu de Arte Moderna, quando me deparei com uma estrutura de madeira, sendo organizada por um senhor, de olhos saltados, alto, cabelos curtos. Acho estranho o fato de o Museu de Arte Moderna abrigar, na realidade, exposições de arte contemporânea. Inclusive aquelas que não muito me agradam por pura ignorância de minha parte.
Aproximei-me do homem e perguntei-lhe:
- Me explica?
- Explico.
Silêncio.
- O quê?
- Isso. - e apontei pra cabana em que estávamos.
Ele disse tratar-se de uma atividade para as crianças que vão visitar o museu. Sentam-se ali e desenvolvem algo, pinturas, parece.
- Tá certo, senhorita?
- Sim, obrigada. - e saí andando.
Poucos segundos passaram-se quando voltou o diálogo à minha cabeça. Parei, no entanto, na primeira fala. “Me explica?". A ambigüidade. O erro gramatical; aquele negócio de próclise e ênclise. A vontade de que ele explicasse a Bárbara. Por inteiro.
Endereço de trackback para este post
Trackback URL (clique direito e copie atalho/localização do link)
1 comentário
Bjo minha linda!



