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Bronzil zil zil zil....

As Olimpíadas estão acabando. Deo Gratias.

Reflexo da melhor política panis et circenses, ou como prefere o Venerável membro da Ordem.: Don Petenussi, Panis, Sardela et circenses já que o pão seco servido pelos romanos para acompanhar os jogos já estava totalmente sem graça, os jogos olímpicos de Pequim (que por motivos de inculturação capitalista alguns insistem em chamar de Beijim, mas assim que a cerimônia de encerramento for concluída, a capital da China, para nós tupiniquins, voltará a ser Pequim), estão sendo levados a cabo.
A participação dos atletas brasileiros, como sempre, foi medíocre. Até este exato momento, nossa pátria amada, idolatrada, Salve! Salve!, ocupa a magnífica 28ª posição, com a possibilidade de alcançar a 16ª.
Conforme os comentários da mídia, o Brasil continua batendo na mesma tecla, de que é necessário investir no esporte, na infra-estrutura, no aperfeiçoamento de profissionais técnicos, preparadores físicos e até mesmo psicólogos. Claro, diria o grande Robson Caetano, com mais de 1,80m, que a condição psicológica de nossos atletas não ajuda na conquista das medalhas de ouro. A pressão é muito grande… Ginásio lotado… Nível extraordinário. Mas, os atletas brasileiros tem potencial. O que eles não tem é cabeça.
Tal fato talvez, justifique nossa eterna disputa pelo bronze.
BRONZIL.. ZIL.. ZIL…

Pensando na Psicologia analítica e a partir de minhas parcas leituras de Freud e Jung, (Lacan me parece demasiado complexo e Reich, como diria o glorioso Analista de Bagé, é prenúncio de escarro) resolvi prestar minha colaboração ao desporto brasileiro onde buscarei na raiz da psicologia a explicação para alguns fiascos dos atletas de Pindurama.

Primeiramente, nosso egrégio ginasta, Diego Hipólito.
Conforme “O Homem e seus símbolos” (JUNG, C.G.) devemos analisar a simbologia dos termos para a compreensão, no inconsciente coletivo, do desenvolvimento dos arquétipos psíquicos e sua inferência no self.
O termo grego hypos (cavalo) permitiria maior sucesso a nosso atleta caso optasse por outro aparelho nas provas de ginástica. Por uma questão de insegurança oriunda da relativa interpretação equivocada de um sonho, Diego fez do solo sua sela. Deu uma sentadinha no final e foi aos prantos procurar abrigo no regato solidário de Daniela. Como estas questões de representação atingem normalmente toda a família, Daniela perdeu o equilíbrio enquanto rodopiava na trave. Psicologicamente desequilibrada (Olimpíada… Ginásio Lotado… Pressão por resultado… nível internacional) Daniela não se equilibrou. Viu Jade tombar e Daiane sambar. Com a sentadinha de Diego e a rodopiada de Daniela, os irmãos Hipólito caíram do cavalo.

A questão do atletismo brasileiro com Fabiana Murer (salto com vara) requer uma análise do texto de 1923 de Sigmund Freud “A Organização Genital Infantil” onde pela primeira vez o pai da psicanálise define a fase fálica (3-5 anos).
Pressupomos que um possível trauma infantil, talvez causado por alguma experiência escolar revoltante, do tipo “esqueci o compasso para a prova de geometria", Fabiana perde sua vara (nitidamente um símbolo fálico) na final de sua competição para a qual era cotada como uma das favoritas. Dizem as más línguas que a vara de Fabiana só sumiu depois da sentadinha de Diego, mas preferimos não entrar no mérito da questão. Outra possibilidade nos remete a pensar a cultura oriental. Assombrados com o tamanho da vara utilizada por Fabiane e acostumadas a verem varas (parece até latim né ? verem varas veritas voluptias est, sabe Deus o que isto significa) de proporções absurdamente reduzidas por questões genéticas, alguma chinesinha ciumenta, sofrendo de um transtorno possessivo compulsivo arbitrário, decidiu tomar a vara de Fabiana só para si. Um transtorno fálico às avessas.
Para esta questão, Freud diria: Fálico é o Caralho.

Por essas e outras o esporte brasileiro não deslancha.
E tenho dito.

P.S. - Isto me lembra o fato de exaltar o exímio trabalho de alguns professores de Educação Física que acompanhei. A sempre motivadora frase: “Toma a bola e vai jogar. As meninas podem pegar a bola de vôlei e jogar atrás do gol. Só toque e manchete.”

por Fransmar
23.08.08. 08:17:57. 737 palavras, 494 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 5 comentários »Envie um trackback »

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5 comentários

Comentário de: marcia abduch [Visitante]
não seja tão pessimista...

felizmente, pudemos constatar, com o vôlei feminino, após um longo período de "silêncio", o que Lacan diria... "o silêncio faz falar..."

beijo
23.08.08 @ 17:00
Comentário de: Fabi [Visitante]
Carai, Fran... Quanta crueldade... Você só está se esquecendo que as equipes esportivas do Brasil sempre lutam contra o descaso e a falta de patrocínio e investimento. Não se pode deixar de verificar os parcos, mas existentes casos de sucesso: a equipe do vôlei feminino, por exemplo... Quem faria um gol como aquele, de bicicleta da Cristiane?
É que o caso da vara foi realmente frustrante... O negócio da China... É isso... Vamos pensar que somos gente e que Diego teve o direito de sentar... Quem nunca errou ou fracassou que atire a primeira pedra.
24.08.08 @ 19:58
Comentário de: Bob Wellausen [Visitante]
Ae!!!!! Finalmente se livrou da fase melo-nostálgica!!! Bom texto!!! Ou a quimioterapia está funcionando ou ficaste com medo dos meus textos teológicos!!!!
25.08.08 @ 08:06
Comentário de: Fransmar [Membro] Email
Querida Fabi,
Venerável Bob,

O que estranho não é o número de medalhas ou os casos de sucesso.
O problema não é errar. O problema é conhecer o erro sem nada fazer para corrigir.
O Cielo teve que sair daqui para treinar nos EUA. 3 jogadores da seleção Americana de Pólo Aquático são brasileiros naturalizados. O grande nome da UEFA-2008 era brasileiro; naturalizado espanhol.
A dupla que mais se destacou no volei de praia, chegando à competição sem nenhuma perspectiva, era brasileira; naturalizados na Geórgia.
Realmente é de se exaltar o esforço e a superação do "Exército de Resistentes".
Já está na hora de tomarmos vergonha na cara. Desenvolver o que é nosso por aqui. Sem ficar exportando nossa qualidade profissional, esportiva, política, científica e acadêmica.
Enquanto não tivermos humanidade suficiente para isto, será complicado nos acostumarmos com o Bronze.
Como diz o venerável Lauro Fabiano, em um evento que deve proporcionar a paz entre as nações, unidos sob uma única bandeira da harmonia e ligados por um único sonho, montar um pódio competitivo em que o melhor vencerá é no mínimo uma contradição.
É claro que todos têm o direito de errar. Mas persistir é outra estória... E não estou falando dos erros dos atletas...

Bob,
Passa aqui em casa para pegar sua Summa Teologicae... Não aguento mais Tomás de Aquino.
25.08.08 @ 15:26
Comentário de: Bob Wellausen [Visitante]
Guri, por falar em livros, tu não quer trocar minha obra completa Freud por um sem número de livros teus? Por exemplo, nesse rolo podia entrar aquela enciclopédia de teologia PROTESTANTE que você insiste em não me dar.
29.08.08 @ 08:23

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