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Cerveja e Churrasco

Como os senhores já sabem, a alguns dias comemorei (?) mais um aniversário, ou como preferem outros, a proximidade de X.
Como é hábito na medíocridade humana comemorar a proximidade de X, resolvi unir em torno do mesmo barril aquela popular malta de picaretas que, tradicionalmente, me acompanham na maior cara de pau do mundo (e aqui vou parafrasear o ilustre Cacá Pimentel em um gentil convite de aniversário enviado aos amigos nos idos de 2004) em uma comemoração regada a cerveja, cachaça e churrasco onde erguemos inúmeros Vivas à minha pessoa e, consequentemente à posteridade.
É evidente que conforme o tempo passava, o barril secava e os convivas mostravam-se cada vez mais desinibidos para as maiores presepadas possíveis.
Meu primo-padrinho resolveu assumir a coordenação dos coquetéis e batidinhas, e o bom senso determinou que nos preparasse uma “cerveja mexicana", popularmente batizada (como ficara óbvio mais adiante), pelo gentil apelido de “na bundinha". É claro que “na bundinha” nada mais é do que uma denominação que permita aquele tipo de piadinhas ocasionais que ninguém mais suporta, e que só não vou citar aqui por motivos de pieadade. Basta dizer que são da mesma safra de “é pavê ou pra comê?” e aquela outra constrangedora na ocasião em que se recorda alguém dizendo “quê Mário?".
Piadinhas a parte, o famigerado coquetel consiste em virar uma latinha de cerveja ao contrário, preenchendo a cavidade em evidência com sal grosso e algumas gotinhas de limão, e com toda a suavidade típica de um elefante que adentra a loja de cristais, faz-se com a ponta da faca pequenos furos na lata de maneira que o líquido possa ser sorvido sem maiores complicações.
Como os senhores também devem saber, a típica bebida germanica encontra-se sob certa pressão no recipiente alumínico e a operação deve ser, literalmente, realizada com precisão.
Como suavidade e precisão são qualidades ausentes naqueles que têm a coordenação motora prejudicada pelos efeitos etílicos, o resultado fatalmente é um chafariz de cerveja que infariavelmente carrega particulas de sal e suco de limão projetando-se diretamente no olho de nosso feliz “barman".
E para provar que Murphy estava certo, o líquido miraculosamente infiltra-se pelas lentes protetoras dos óculos (não usados para segurança do artista mas por questões oftalmológicas) provocando ardor na retina e aquela cara de velho babão que ninguém gostaria de ver postado em um blog por membros da mesma estirpe.
Porquê estou descrevendo isto?
Ora, porque eu consegui fotografar o momento exato da cara de velho babão com a boca mole. Ou vocês acham mesmo que eu deixaria passar essa?

Deve arder....

Para evitar estas e outras que minha prevenida amada, D. Ana Paula de Edimburgo, (vejam sua delicada mãozinha ali no canto) optou por tomar uma caipirinha com água de coco… inteligência não tem preço.

P.S. - Aqueles meus irmãos cretinos (desculpem a pluralidade de plurais) que minha mãe ganhou trocando selinhos da caixa de sucrilhos não compareceram ao evento. Um estava resolvendo problemas de ordem conjugal no fusca enquanto o outro tratava clinicamente de um probleminha de hemorróidas cólica renal.

por Fransmar
18.06.08. 21:22:20. 551 palavras, 334 visualizações. Categorias: Causos de Família - Reflexões Pessoais , 1 comentário »Envie um trackback »

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1 comentário

Comentário de: Cesar [Visitante]
Pois é!

Acabei sendo vítima.... mas o tempo não pára... e agora eu tô isssssspértu!
22.09.08 @ 20:03

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